segunda-feira, 17 de julho de 2017

Ephemérides

"EPHEMÉRIDES": O QUE ACONTECEU, E COMO ACONTECEU.


17 DE JULHO DE 2007

(por: Solange Galante, texto e fotos)


Não vou colocar fotos da cauda do avião A320 PR-MBK sobressaindo entre a destruição e a desintegração de metal e corpos no prédio da TAM Express. Prédio, aliás, em cuja inauguração, muitos anos antes, eu estive, e cuja grande fachada com o nome TAM em letras vermelhas eu gostava de ver e fotografar quando estava sentada à direita de um avião e a pista em uso era a 17R, em minha aproximação para pouso em Congonhas.

Quero colocar uma foto do Memorial 17 de Julho, poucos dias após sua inauguração, em 2012. Um local lindo, e de paz. Infelizmente, hoje deteriorado.



MAS...

Quero também falar sobre essa triste lembrança de 17 de julho...

Naquele dia, em 2017, eu tinha tido uma discussão com minha mãe pela manhã. Ela andava estranha, arisca demais para seu normal, e eu mal sabia eu que isso era sintomas de uma preocupação dela com uma doença que ainda não sabia (sabíamos) que ela tinha.
Assim, de cabeça quente, fui a uma longa reunião de trabalho com uma pessoa bem difícil.
Com essa cabeça cheia de inconformismos, regressei ao lar, ainda chateada.
Minha mãe, na sala, vendo a TV. Era o programa do Luís Datena. Não a cumprimentei.
No meu quarto, liguei a minha TV, pois eram quase 19 h e logo começaria o telejornal SPTV, que eu procurava sempre ver. Mas, como ainda não começara, coloquei um pouco no canal do programa do mesmo Datena.
Em dado instante, ele falou que o Cmte. Hamilton, em seu helicóptero, flagrava um incêndio em um posto de gasolina perto de Congonhas. Logo, as imagens foram ao ar. Como procuro gravar tudo que envolve aviação, mesmo indiretamente, pus para funcionar o videocassete.
De repente, minutos depois, o Datena comentou que aquele escombro que sobressaía entre o fogo e fumaça intensos sendo combatidos pelos bombeiros parecia uma cauda de avião... mas ele mesmo declarava que não queria afirmar isso antes de ter certeza. E nem o Cmte. Hamilton ainda tinha essa certeza, lá do alto da aeronave dele. Mas o apresentador insistia que era muito parecido com uma cauda de avião.
Tive a ideia de ligar para o celular de meu amigo e colega, o jornalista Daniel Lian, da Rádio Jovem Pan, que costumava cobrir assuntos de aviação.
Ele mal atendeu – com certeza reconheceu o meu número de celular no dele – e, como se lesse meus pensamentos, disse instantaneamente ao atender: "É um avião sim! Um avião da TAM!"
A partir daí, o assunto desviou o foco do meu pensamento e até quebrei o gelo para com minha mãe, pois comentaríamos o desastre, inclusive com meu pai.
O resto, enquanto eu passei a gravar todos os noticiários posteriores, é de conhecimento de todos.
No entanto, minha mãe era vidente e, em dezembro daquele mesmo ano, logo após a implosão do que restou do prédio da TAM Express, passamos lá por perto. Era engraçado para mim passar perto de onde estava o posto de gasolina que era vizinho da TAM Express, onde antes era difícil de se atravessar a rua porque o posto mantinha um painel enorme com os preços dos combustíveis, tampando a visão do pedestre sobre o trânsito, e eu odiava isso... 
Diante da cena trágica, dos escombros do prédio ainda não retirados totalmente do local, minha mãe ficou muito surpreendida, mais até do que diante de outras visões que ela já havia tido e cuja reação eu presenciara.
Minha mãe disse que via claramente a cena do avião em chamas e as pessoas gritando e querendo sair de lá. Uma delas, minha mãe disse, era uma outra mãe, procurando desesperadamente pela filha.
No mês seguinte, janeiro de 2008, estávamos em casa quando a minha mãe me disse, já com uma expressão plácida, bem diferente daquela tarde de dezembro, que havia visto aquela mesma mãe do local do acidente, aqui em casa, mostrando-se aliviada por ter finalmente encontrado a filha dela.
Jamais soubemos quem eram.

E hoje, 10 anos desde a tragédia, além da minha homenagem às vítimas e parentes das vítimas e meu repúdio aos culpados não punidos, apenas mantenho a minha pergunta jamais respondida desde então e ao longo dessa década:

"Afinal que foi falado naqueles cerca de 20 minutos de transcrição de Cockpit Voice Recorder (CVR, ou seja, caixa preta de voz) jamais divulgados para a imprensa?"

Pense nisso...

sábado, 8 de julho de 2017

Ephemérides

NOVA SESSÃO:
"EPHEMÉRIDES": O QUE ACONTECEU, E COMO ACONTECEU.

9 DE JULHO DE 1997


(por Solange Galante; Foto: reprodução)


Era dia 9 de julho, feriado estadual, uma quarta-feira.
Apesar do denso nevoeiro, subi até o topo do prédio onde eu residia, no bairro do Campo Belo, em São Paulo. Como meu pai era zelador do prédio, eu tinha esse privilégio... Lá, eu costumava tomar sol... ou simplesmente, ver o Aeroporto de Congonhas que, em linha reta, ficava a apenas 1 km de distância.

Chegando lá ao topo, apenas as antenas coletivas e para-raios acima de mim, constatei que não daria mesmo para ver o aeroporto. Mas tive a esperança de que o teto abrisse logo, para eu poder fotografar as aeronaves sobre a pista, como eu costumava fazer com o auxílio de uma lente de 300 mm.

Impossibilitada de ver o aeroporto, eu, pelo menos, podia ouvir o aeroporto: um rádio scanner VHF me permitia ouvir as frequencias aeronáuticas, e minha opção, naquela manhã, foi ouvir a Torre São Paulo.

Foi então que, em dado instante, flagrei o controlador de voo pedindo para um avião aguardar um pouco mais na pista antes de iniciar a decolagem  porque um carro do corpo de bombeiros do aeroporto iria cruzar a pista.

Fiquei encafifada: "Se tem bombeiros, será que tem alguma emergência no aeroporto?"

Foi tudo o que ouvi, mas, descendo logo de volta para casa porque a visibilidade ainda me impedia de ver o aeroporto, lá embaixo minha mãe me disse quer ouvira no rádio que havia acontecido alguma coisa com um avião da TAM.

Foi o pontapé inicial para eu saber de mais coisas pela TV e rádio, a partir de então.

O que havia acontecido?

Naquela manhã de julho de 1997 um Fokker 100 da TAM havia sofrido uma explosão, supostamente causada por bomba em seu interior. E pousara em Congonhas com um enorme buraco na fuselagem. Uma vítima fatal:um passageiro que havia sido ejetado para fora do avião, e outros, feridos.
Nos dias que se seguiram ao acontecimento a enxurrada de reportagens a respeito em todas as  mídias foi grande. Até que se começou a achar um culpado, o Professor Leonardo de Castro, também ferido levemente no sinistro do avião e, dias depois, estranhamente atropelado por um ônibus em uma avenida muito importante de São Paulo.
Depoimentos de passageiros e tripulantes, perícias na aeronave, investigação do passado de algumas vítimas, inclusive a fatal e, finalmente, relacionou-se todas as evidências que apontavam para o culpado Leonardo de Castro, que convalescia dos ferimentos causados pelo ônibus que o atropelou.
Alguns anos depois, ainda sem condições de falar ou andar direito, Leonardo, amparado por um habeas corpus que não chegou a ser usado, passou a viver em Divinópolis (MG) com parentes .e o processo foi engavetado devido às condições físicas do réu.
Quanto ao avião, o PT-WHK, foi restaurado pela TAM em São Paulo mesmo, voltou a voar e, ao deixar a TAM, passou por outras empresas aéreas e hoje voa na Europa.


E hoje, exatamente 20 anos depois, o caso parece ter sido apagado da memória da população brasileira, que acompanhara as investigações com tanto interesse.



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quinta-feira, 29 de junho de 2017

Livros de aviação

“LIVROS DE AVIAÇÃO”

Vamos além de uma resenha. Apresentamos livros e indicamos onde podem ser conseguidos!




VANT E DRONES - A AERONÁUTICA AO ALCANCE DE TODOS
Luiz Munaretto


Livro sobre um tema que está muito atual. Procura desvendar esse segmento da aeronáutica, citando sua história no Brasil e no mundo, legislação internacional e nacional, classificação, arquitetura e componentes, como entender o mercado em que essa máquinas atuam, enfim, praticamente tudo sobre eles. Só faltava ganhar um drone como brinde, rs
O autor é piloto de caça, de provas e instrutor de voo.
O livro já está na segunda edição.
Em português, repleto de ilustrações
2017 (2a. edição)
176 páginas
21cm X 15 cm
Brochura
Capa mole


Onde pode ser adquirido?

Contatando diretamente o autor:
munaretto_luiz@ig.com.br
Valor: R$ 70,00 (correio incluído)

sábado, 10 de junho de 2017

Plantão Caixa Preta

AZUL APRIMORA, NA UNIAZUL,
SEU TREINAMENTO DE PILOTOS
PARA A FROTA AIRBUS A320.



(texto: Solange Galante/assessoria da Airbus)
(fotos: Solange Galante, exceto onde especificada outra autoria)

O dia 8 de junho ficará marcado, em especial para a Azul Linhas Aéreas Brasileiras, pela inauguração do primeiro Centro de Treinamento da Airbus na América do Sul. Localizado na UniAzul (Universidade da Azul), em Campinas (SP), do lado do Aeroporto Internacional de Viracopos, e com a instalação de um simulador FFS de Airbus A320, o Airbus Brazil Training Centre (ABTC) permitirá à gigante da indústria aeronáutica aumentar sua estrutura de treinamentos. É o segundo centro de treinamento da América Latina, se considerarmos também o da Cidade do México.
A cerimônia foi presidida por Fabrice Hamel, vice-presidente global dos centros de treinamentos e serviços aos clientes da Airbus; Arturo Barreira, vice-presidente de vendas para América Latina e Caribe; Antonoaldo Neves, presidente da Azul Linhas Aéreas, e contou ainda com a presença do diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), Ricardo Bezerra. A data marca também o primeiro aniversário da decisão da Azul de utilizar o “Training by Airbus” para oferecer treinamentos e cursos em simuladores de voo para a família A320.
O acordo de 12 anos firmado pela Azul com o “Training by Airbus” inclui mais de 70 mil horas de treino de voo, além da já citada instalação de um simulador de voo completo para o A320 na UniAzul. O ABTC agora conta com o pacote completo de equipamentos para o treinamento de pilotos para aquele equipamento narrowbody, incluindo um Airbus Pilot Trainer. Os pilotos da Azul vêm realizando os treinamentos no ABTC desde novembro de 2016. Agora, com o simulador, a Azul supre toda a demanda de seus pilotos nesse equipamento e ainda recebe pilotos da Avianca Brasil, que também utiliza o A320.
“Estamos felizes em ver o estabelecimento do Airbus Brazil Training Centre como referência para o trabalho junto às autoridades da aviação e às maiores companhias aéreas em todo o país. Ele será um centro de excelência para América do Sul”, afirmou Fabrice Hamels.


A Airbus vem oferecendo treinamento para a região primariamente por meio de sua base em Miami. Os centros no Brasil e no México ajudarão a empresa a sustentar o crescimento de longo prazo dos mercados em expansão, como o Brasil, especialmente diante das previsões do Airbus Global Market Forecast, que indicam um crescimento anual de cinco por cento na demanda por treinamentos na América Latina nos próximos 20 anos, com a necessidade de treinamento de 80 mil novos pilotos e técnicos.
O simulador instalado na UniAzul tem capacidade para treinar 600 pilotos ao ano. O investimento da Airbus foi de US$ 7 milhões, mas seus v-p ressaltaram que o investimento em seres humanos é muito mais valioso.


O “Training by Airbus” assegura um início de operações sem dificuldades para as aeronaves e oferece suporte e atendimento ao longo de toda a vida operacional da frota da Airbus. Ele também oferece treinamentos localmente para seus clientes graças às soluções móveis e os recursos de e-Training.
Com mais de mil aeronaves vendidas e um backlog de cerca de 450, quase 650 aeronaves Airbus estão em operação em toda a América Latina e Caribe. Desde 1990, a Airbus tem recebido mais de 60 por cento de pedidos líquidos na região e, nos últimos 10 anos, a Airbus triplicou sua frota em operação.
A Azul tem encomendados 63 aeronaves A320 até 2023.

NÃO SÓ PILOTOS



A Azul não treina somente pilotos na UniAzul. Comissários, mecânicos e até agentes de aeroportos e de cargas passam por sua Universidade Corporativa. Em maio, a companhia ampliou a oferta de cursos para os Tripulantes de solo que trabalham nas áreas de Aeroportos e Cargas – a empresa, desde seu início, chama de “Tripulantes” absolutamente todos os seus funcionários. Ela criou mockups  simulando as áreas nos aeroportos para atividades práticas na UniAzul para o treinamento exato de como é o dia a dia das operações de atendimento nas modalidades Check-in e Terminal de Cargas. A ideia surgiu da necessidade aprimorar as competências dos Tripulantes na prática e permitir uma vivência da rotina e de diferentes situações encontradas no atendimento ao Cliente, antes mesmo de assumirem seus postos na linha de frente. O mockup de Aeroportos está sendo usado inicialmente para a formação de novos agentes de Aeroportos, mas no futuro ele também poderá ser aplicado em treinamentos específicos. Já a Azul Cargo Express tem um espaço que representa um Terminal de Cargas. Ali, todos os procedimentos podem ser praticados até chegarem à perfeição. (fotos abaixo, crédito "divulgação da Azul").




terça-feira, 6 de junho de 2017

Plantão Caixa Preta

RECOMENDAMOS ESTE AVIÃO PARA SER ENQUADRADO NA OPERAÇÃO LAVA-JATO!!!!!





(Flagrado em 31 de maio passado, no Galeão)

segunda-feira, 5 de junho de 2017

COMIDA DE AVIÃO

COMIDA DE AVIÃO!!!

Na semana passada estivemos no Rio de Janeiro (via Galeão). O voo de ida foi o O6 6284 da Avianca Brasil, que partiu de Congonhas às 7h25min do dia 31 de maio com a aeronave PR-OCV (Airbus A320). A todos os passageiros que desejassem foi serviço um lanche quente: pão com parmesão na massa recheado com peito de peru. Estavam disponíveis refrigerante Guaraná Antártica, sucos de laranja ou caju e goiaba (este diet), além de café e água.



Já o nosso voo de volta, no mesmo dia, foi o JJ 3202 da Latam Brasil, decolando do Aeroporto do Galeão às 14h com a aeronave PR-MYK, também um A320.
Eis o serviço de bordo.


Ou seja, só bebidas, limitadas a Pepsi Cola ou suco de laranja e água.

O interessante é que em mairço passado também voei Latam para o RJ, mas pousando no Aeroporto Santos Dumont, e a empresa ofereceu sanduíche (frio) integral com peito de peru, além das bebidas, conforme foto abaixo:



A pergunta: por que a empresa prefere agradar só quem desembarca no centro do Rio e não na Ilha do Governador?

segunda-feira, 29 de maio de 2017

PÉROLAS VOADORAS!

NOSSA INESTIMÁVEL COLEÇÃO DE PÉROLAS VOADORAS!!!

Em nova fase, nossa coleção de "Pérolas Voadoras" vai  contar os pecados e também os pecadores !!! Vai ter fila pra se confessar com o Papa!

Hoje a "pérola" é do Jornal Hoje, cuja repórter em Brasília disse hoje mesmo, ao vivo:

"O Presidente Michel Temer chegou no Planalto depois das 10h30 da manhã (...) Depois Temer tratou da concessão de quatro aeroportos: Fortaleza,  Salvador, Porto Alegre e Santa Catarina."

Pergunto: Santa Catarina é cidade ou estão sendo concessionados todos os aeroportos do estado?