sábado, 23 de abril de 2016

Plantão Caixa Preta

REALIZADO COM TOTAL SUCESSO

O PRIMEIRO SPOTTER DAY EM CONGONHAS!


Há alguns anos a Infraero resolveu realizar Spotters Days nos aeroportos em que ainda administra, sinalizando uma agradável e muito esperada mudança em seu relacionamento com o hobby, e a realização em Congonhas era aguardada de maneira muito mais especial. O aeroporto central da cidade de São Paulo é um dos mais antigos em atividade ininterrupta e icônico por estar rodeado por muitas grandes construções e ter recebido aeronaves clássicas como DC-3, Constellation, Caravelle, YS-11, BAC 1-11, Boeing 727. Limitado em seu crescimento, ele, porém, não se apagou da malha aeroviária brasileira mesmo após a inauguração do Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos, em 1985. A vocação de Congonhas, a partir daí, seria a ligação São Paulo-Rio de Janeiro, conhecida até hoje como Ponte Aérea – embora o termo não mais se aplique devido a não existência, hoje, do antigo pool entre companhias aéreas nessa rota – e voos de curta distância, mas logo ele voltou a ser intensamente usado, dada a preferência dos passageiros de negócios, em particular, por sua localização central.

Provavelmente, este foi o primeiro Spotter Day organizado para ser realizado exatamente na semana do aniversário oficial do aeroporto, no caso, Congonhas tornou-se "Oitentão" no dia 12 de abril e a ação com os fotógrafos de aviação ocorreu no sábado dia 16. Foram abertas 30 inscrições, rapidamente esgotadas, em menos de 48 h, graças à divulgação ampla pela internet, especialmente pelo Blog Caixa Preta da Solange e Site Aeroin. Sem muita burocracia, a inscrição pôde ser feita por e-mail e os participantes tiveram acesso ao regulamento detalhado e principais orientações quanto ao evento. Mais de 50 pessoas ficaram em lista de  espera, além de crianças que gostariam de participar sozinhas ou com seus pais.

Abençoados por uma manhã muito quente e ensolarada, 28 participantes – dois tiveram que cancelar em cima da hora, o que impossibilitou que a fila de espera andasse e os substituísse – reuniram-se no auditório da Infraero em Congonhas, localizado no mezanino e atrás de bonitos painéis com vista aérea do sítio aeroportuário. Foram recepcionados por Lúcia Ferreira Gonçalves e Camila Angelina Santos, jornalistas da Coordenação de Comunicação Institucional, Imprensa e Ouvidoria da Infraero. Todos receberam crachá de identificação, camiseta com a imagem institucional do evento e puderam se servir de água e café com biscoitos. Um briefing foi realizado para passar rapidamente aos presentes dados curiosos sobre o aeroporto, instruções gerais sobre o Spotter Day e  todos tiveram a oportunidade de se apresentar, mostrando que havia, entre os integrantes do grupo, veteranos e novatos no hobby, todos nutrindo um carinho especial em relação a Congonhas. 

Todos receberam um squeeze com água para se hidratar durante a spotting. Transportados por um ônibus da Infraero, o que foi um tour à parte durante esse deslocamento em rotas de serviço, os integrantes do Spotter Day puderam ficar por cerca de duas horas no pátio do SCI – Seção de Combate a Incêndio do Corpo de Bombeiros, que cedeu um de seus caminhões como plataforma para os fotógrafos terem melhor acesso visual às aeronaves. Os bombeiros de plantão, além de garantirem e incentivarem a segurança do grupo, também puderam conversar com os fotógrafos e detalhar seu trabalho na SCI.

À primeira vista, Congonhas pode parecer menos atraente que outros aeroportos para spotting mas, embora sem ter a mesma  variedade de companhias aéreas e tamanho de aviões, muitas pinturas especiais podem ser apreciadas nas aeronaves que operam no aeroporto, predominantemente Airbus A319, A320 e Boeing 737-700 e Boeing737-800. A passagem, sempre com toda segurança, de um jato executivo Dassault Falcon 7X bem ao lado do local de concentração dos fotógrafos também se tornou um espetáculo extra.

Após o tempo para de almoço, cerca de uma hora, em que cada um ficou livre para escolher onde matar a fome, no próprio aeroporto ou redondezas, a aventura recomeçou, desta vez seguindo, todos, para o Pavilhão de Autoridades. Graças à consultoria que esta que vos escreve ajudou a prestar à Infraero para a realização do evento, um detalhe muito importante e pouco observado em outros Spotters Days foi fielmente levado em conta:  sendo Congonhas um aeroporto com pistas no sentido norte-sul, ambos os lados das mesmas podem ser aproveitados, de acordo com a movimentação perpendicular do sol. Por isso, após o almoço, os spotters tiveram o privilégio de poder continuar a fotografar ainda com luz favorável e mirar as aeronaves do alto do Pavilhão de Autoridades que já recebeu reis, rainhas, presidentes, primeiros ministros e autoridades religiosas e militares, além de artistas de variados ramos de atividade cultural, com o espetáculo extra de apreciar a decoração requintada e de muito bom gosto do prédio local.

Como se houvesse sido planejado, a pista em operação, até aquele momento, sentido 35 mudou para 17 e assim os fotógrafos puderam clicar as aeronaves taxiando bem de perto quando elas seguiam para a cabeceira de decolagem sentido Moema-Jabaquara, recebendo até acenos dos pilotos quando eles passavam. O sol continuava forte, embora agora o céu estivesse mais nublado sem, no entanto, qualquer sinal de chuva no horizonte, mas ninguém reclamava, nem mesmo do barulho dos aviões, bastava apenas muito protetor solar.

A permanência nesse local durou cerca de 1h30 pois como debriefing para os spotters detalharem suas impressões sobre o passeio – pioneiros, eles estavam testando o que pode se tornar um programa periódico em Congonhas – foram reunidos na chamada Sala do Governador e receberam  uma sacola contendo uma agenda 2016 com caneta, guia do passageiro e duas bexigas comemorativas dos 80 anos do Aeroporto. Foram sorteados alguns livros sobre os 40 anos da Infraero, completados em 2013, repleto de fotos, inclusive históricas, de seus aeroportos.

A Infraero está de parabéns pelas iniciativas, tanto a nacional quanto a de Congonhas em particular, sendo que a organização e a simpatia dispensadas aos spotters foi amplamente elogiada a todo momento. Um sucesso que foi creditado a todos, os participantes, os organizadores e os divulgadores. Que venham outros!

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A seguir, algumas fotos do evento, todas de autoria de Solange Galante, lembrando que o recebimento de fotos pela Infraero, conforme solicitado no ato da inscrição, ajudará a garantir a participação dos fotógrafos presentes ao primeiro Spotter Day em eventos futuros da Infraero, bem como sua participação no sorteio de brindes já anunciados aqui na Caixa Preta da Solange, uma iniciativa própria do Blog.






Um 80tão muito querido!




Muita organização!




Comidinhas!




Camiseta e crachás




Briefing antes das fotos




No ônibus, indo para o outro lado da pista.



A vista, do lado oposto ao terminal de passageiros




Congonhas, os prédios de São Paulo e seus aviões




Todos atentos ao movimento no aeroporto



Camila e Lúcia, vestindo (literalmente), a camisa do evento!




Mirar, preparar, apertar o gatilho e... click!!!




A mais nova torre do Oitentão




Como eu sempre digo: é um hobby super saudável e merece ser incentivado!




Congonhas é um aeroporto colorido, sim!




Mas um voo chega ao aeroporto.





Reversores aplicados!





Três aguardavam em fila seu pouso!




Dassault Falcon 7X passando pertinho....




... e o piloto fazendo um V para a galera!




Do alto de um carro de bombeiros é muito melhor!!!




Um dia ensolarado, ideal para o spotting!




O momento em que um avião começa a voar!





Vale tudo por uma foto!!!




A Turma da Mônica veio prestigiar o Spotting Day em Congonhas!




Essa bela foto é um painel localizado na entrada do auditório da Infraero em Congonhas.




Do alto do prédio do Pavilhão de Autoridades.




No push-back.




Vai encarar?




Todo mundo logo percebe quando a pista em uso vai mudar....




Avianca Brasil/Star Alliance




Bem pertinho...




Claro! Phenom 100 também!!!




Prestes a pousar na 17 Direita.





Sacolas com brindes da Infraero para os participantes do Spotter Day




Findo o evento às 16 h, alguns spotters foram comigo ao Memorial 17 de Julho, de onde também dá para fazer boas fotos do tráfego em Congonhas!




Fim de tarde no Memorial 17 de Julho, próximo à cabeceira uno sete






Mais uma vez, Parabéns Congonhas e que seu tráfego continue sempre nos emocionando!!!

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Plantão Caixa Preta

+LUTO NA AVIAÇÃO BRASILEIRA+


Hoje, fui surpreendida por uma triste notícia ao entrar no Facebook: Valquíria Bognar e sua mãe haviam falecido em um acidente de automóvel em uma rodovia, neste feriado de 21 de abril.


Para quem não conhecia Valquíria ou que não liga o nome à pessoa, ela estava sempre presente apoiando as apresentações de wingwalking da irmã Marta Bognar. Não só isso, onde tinha aviação + preservação de história de aviação + aerodesporto, lá estava ela!

Conheci a Val por intermédio da Marta durante minhas atividades no finado Projeto Jahú, o Pioneiro das Américas, há bastante tempo. Não lembro de ter visto pessoa mais meiga, sorridente e otimista.

No ano passado, última vez em que a vi, estávamos num ônibus fretado indo para o evento de Portões Abertos em Pirassununga, prestes a se emocionar com a Esquadrilha da Fumaça com sua nova máquina, o Super Tucano. Naquele agosto de 2015, para que pudéssemos evitar uma monstruosa fila de automóveis para entrar por um dos portões da Base Aérea, foi Val com seu celular, ao ligar para um amigo, que conseguiu a liberação para nosso ônibus entrar sem enfrentar a fila inesperada.

Quando uma pessoa falece de doença prolongada ou mesmo "de velhice", como se diz por aí, até nos preparamos para essa despedida. Mas um acidente, seja aéreo, automobilístico, marítimo, ou a violência urbana, ou outra surpresa desagradável semelhante, nos impactam de uma maneira enormemente cruel.

Neste momento de saudade, só me resta aceitar os desígnios de Deus, que quis que fosse dessa maneira, e junto de sua mãe, e manter sempre no coração e na mente essa imagem, como a que fiz no ano passado, no referido ônibus: uma pessoa jovem, alegre, pra cima. E que seus amigos e parentes que aqui permaneceram possam ser consolados nesse momento difícil!

Obrigada por tudo, Valquíria Bognar!!!!  Um beijo saudoso da Solange!




segunda-feira, 11 de abril de 2016

CAIXA PRETA # 125

CP 125 - abril de 2016





ESPECIAL CONGONHAS 80 ANOS

O principal aeroporto da cidade de São Paulo está completando 80 anos. Na verdade, como descobri após alguns anos de intensa pesquisa sobre suas origens, a primeira “inauguração”  se sua primeira pista ocorreu no dia 5 de abril de 1936, um domingo, quando sua construtora S.A. Auto-Estradas quis promover o local como candidato a futuro aeroporto oficial da cidade. No entanto, ela reforçou sua campanha no dia 12 de abril, uma semana depois,
Quando atraiu mais público, autoridades e destemidos pilotos acrobatas, e, então, essa data passou a ser a oficial de inauguração do aeroporto, embora não tenha sido marcada por nenhum corte de fita ou estouro de espumante.

Tive a honra de, ainda adolescente, por coincidências do destino, conhecer o primeiro piloto a pousar na pista então ainda experimental, no tal dia 12 de abril de 1936. Tratava-se de Renato Arens, então aluno do famoso instrutoire Renato Pacheco Pedroso, que tinha uma escola de aviação no Campo de Marte, que então servia a cidade de São Paulo. Como aeroporto – mas vivia inundado quando ocorriam cheias do Rio Tietê. Conheci o Sr. Renato Arens, obviamente já bem idoso, no edifício Comodoro, localizado na Pça Amadeu Amaral, perto da Av. Paulista, onde eu morava com meus pai, sendo que meu pai era zelador do prédio. Mostrei a ele a foto abaixo, reproduzida do jornal Ibirapuera News, ainda recente, de 1980, onde ele, à direita, posa junto a seu instrutor Pacheco Pedroso, após a “façanha” de aterrissar na pistinha de poucas centenas de metros naquele fim-de-mundo que era o caminho para o distante bairro de Santo Amaro!


Renato Pacheco Pedroso e Renato Arens
(FONTE: Jornal Ibirapuera News, 1980)

Infelizmente, eu ainda não era jornalista, ou seja, não tive a iniciativa de explorar as memórias de aviador de tão importante figura, e ele veio a falecer poucos anos depois.

Hoje, 80 anos depois, e seguindo a tendência finalmente abraçada pela sua administradora, a Empresa Brasileira de Infraestrutura aeroportuária – Infraero – está sendo realizado, dentro das comemorações do “80-tão”, o Primeiro Spotter Day no aeroporto, que ajudamos a promover e prestar consultoria. Um sonho realizado há décadas pelos spotters, e, desejamos, será apenas a primeira de muitas outras parcerias com a Infraero para amenizar a nossa saudade dos terraços panorâmicos engolidos pelo progresso e necessidade de ampliação das áreas úteis aeroportuárias.

É importante ressaltar que depende de todos nós que essa parceria perdure, desde que nos portemos sempre respeitosos, educados, comedidos em nossa prática de spotting, especialmente quando em área própria do aeroporto, como, aliás, acontece em todo o mundo onde o hobby é bem-vindo.

Lembramos ainda que as fotos produzidas no Spotter Day em Congonhas serão apreciadas para receberem prêmios  disponibilizados pelo nosso Blog. Confira as regras e os prêmios no link http://caixapretadasolange.blogspot.com.br/2016/04/plantao-caixa-preta_4.html



Parabéns, Congonhas e bem-vindos, spotters!!!!


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ABAIXO, TEXTOS DIVULGADOS PELA INFRAERO
PARA OS 80 ANOS DO AEROPORTO DE CONGONHAS










 História

Aeroporto de Congonhas comemora 80 anos

O ilustre “cidadão paulistano” nasceu em 1936, fruto do crescimento frenético da capital

Em uma agradável tarde de domingo, dia 12 abril de 1936, a pista experimental do então Campo de Aviação, construída em vinte dias pela companhia Auto Estradas, à beira da Autoestrada Santo Amaro, foi testada publicamente pela primeira vez. A “tarde de aviação”, como o evento foi chamado, reuniu uma plateia de cerca de 8 mil pessoas para assistir à exibição de pilotos civis e militares renomados, convidados a verificar as condições de a Vila de Congonhas sediar o novo Aeroporto da Capital. Alguns dos pilotos civis aceitaram, inclusive, levar passageiros em suas aeronaves, pela quantia de 50 mil réis por dez minutos de voo.
Possivelmente em razão desse evento, os moradores da capital tenham adotado o passeio a Congonhas como “programa de domingo”. Os pilotos consideraram o local excelente para a construção do aeroporto e, desde então, nesses 80 anos de história, Congonhas tem sido palco privilegiado das inúmeras idas e vindas, pousos e decolagens, integrado ao cotidiano frenético de paulistanos e dos milhões de usuários e passageiros, das mais variadas origens.

O primeiro terminal
Em setembro de 1936, o governo do Estado chegou a um acordo com a Companhia Auto Estradas e adquiriu a área. O agora denominado Aeroporto de São Paulo passou a ser administrado pela Secretaria da Viação e Obras Públicas do Estado. A criação do aeroporto deu uma nova dimensão e charme à região da Vila de Congonhas, que passou a atrair muitos empreendimentos imobiliários. Em 1940, o governo do Estado baixou um regulamento que deu ao aeroporto o status peculiar de ser o único do país a não ter administração federal.
Sob administração estadual, foi construído um pequeno terminal de passageiros, em estilo art déco – originário da Exposition Universelle des Arts Décoratifs, de 1925, em Paris, e que havia se tornado um modismo internacional. A demolição desse primeiro terminal, que funcionou até 1948, ocorreu como parte de um conjunto de reformas que definiu o perfil arquitetônico mantido até a atualidade.
Em 1946, o governo paulista firmou contrato de concessão de 25 anos com a União, para tornar possível atender ao crescente aumento do tráfego aéreo – incluindo aeronaves de linhas internacionais, obrigadas a operar na Base Aérea de Cumbica. Na série de reformas que se seguiu, foram construídos a primeira torre de controle (1951), o Pavilhão das Autoridades (1954), o novo terminal de passageiros (1956) e a ala internacional (1959). O projeto foi idealizado pelo arquiteto Ernani do Val Penteado. Em 1962, o aeroporto recebeu o primeiro serviço de radar da América Latina. Congonhas ficou sob administração estadual até os anos 1980, quando a Infraero então assumiu as operações.

Dados adicionais
 A pista experimental, de 1936, era de terra e tinha 300 metros de extensão. Situava-se em uma colina alta e descampada, isolada em uma vasta região ainda não explorada comercialmente;
 O projeto original da Auto Estradas Sociedade para o aeroporto previa a construção de quatro pistas, com a extensão de 1.200 m cada uma;
 Atualmente, o Aeroporto de Congonhas dispõe de duas pistas – uma com 1.940 m de extensão e outra com 1.435 m.
 A área total do sítio aeroportuário de Congonhas, hoje, é de 1,6 milhão de metros quadrados.



Expansão de 20 vezes em 10 anos

Mais que terminal aeroportuário, Congonhas tornou-se centro social de lazer e convívio

São Paulo cresceu vertiginosamente, e o Aeroporto de Congonhas acompanhou o ritmo. O movimento de passageiros aumentou 20 vezes e o volume de carga aérea foi multiplicado por 100, no período de 10 anos entre 1941 e 1951. O terminal tornou-se o terceiro do mundo no total de carga área em 1957, atrás apenas de Londres e Paris.
Congonhas foi concebido originalmente para operar com aeronaves Douglas DC-3, bimotores para 27 passageiros e 3 tripulantes. Na época da reforma, a aviação comercial já operava com os quadrimotores Douglas DC-4, Constellation e Boeing 377 Stratocruiser. As duas pistas de pouso foram, por isso, prolongadas, e a maior passou a ter 1.865 m de extensão. Em 1936, a capital paulista contava cerca de 1,2 milhão de habitantes. Em 1954, o número havia subido para mais de 2,5 milhões de habitantes, e a cidade já era a maior do país e o maior centro industrial da América Latina, com cerca de 21 mil indústrias, que reuniam quase 1 milhão de empregados.
A prosperidade econômica impulsionou também a vida cultural, levando à criação do Teatro Brasileiro de Comédia, do Teatro de Arena, do Museu de Arte de São Paulo, do Museu de Arte Moderna e da Bienal de Artes Plásticas, entre outros. A vida noturna paulista ganhou efervescência, e grandes artistas internacionais, como a atriz Marlene Dietrich e o cantor Nat King Cole, passaram a desembarcar com frequência no aeroporto. Muitas outras personalidades, como a rainha Elizabeth, do Reino Unido, em 1968, também foram recebidas no terminal.
Congonhas tornou-se, ele próprio, além de um terminal de transporte, um centro social de lazer e de convivência, frequentado por muitas famílias que, principalmente aos domingos, reuniam-se no terraço panorâmico do 1º andar do saguão central para acompanhar pousos e decolagens e, quem sabe, assistir ao desembarque de alguma celebridade. Era muito comum noivas utilizarem o aeroporto como cenário para fotos. À noite, o “café do aeroporto”, um dos poucos locais da cidade abertos 24 horas por dia, virou ponto de encontro da boemia paulistana.



Agilidade

Pontualidade destaca Congonhas no mundo

Consultoria britânica aponta o aeroporto como 2º megahub mais pontual do mundo

O Aeroporto de São Paulo/Congonhas é o 2º megahub mais pontual do mundo, superado apenas pelo Aeroporto Internacional Haneda, em Tóquio. É o que apontou o Official Airline Guide (OAG), consultoria britânica de monitoramento de viagens aéreas, em ranking divulgado em janeiro deste ano.* 
A categoria megahub lista os aeroportos do mundo com o maior número de conexões potenciais entre voos em um determinado dia. Trata-se dos aeroportos líderes em termos de conectividade. Em 2015, Congonhas atendeu a 6,2 milhões de passageiros em conexões. Atualmente, tem voos diretos para 30 cidades em todo o país.
A pontualidade dos aeroportos é classificada pelo índice OTP, do inglês On-Time Performance, que é definido pelas partidas e chegadas que ocorrem estritamente em menos de 15 minutos após o horário previsto. Nesse quesito, o Aeroporto Haneda registrou 91,25% e Congonhas cravou 87,81% entre os megahubs, ao longo do ano de 2015. Foi uma disputa acirrada, pois muitos dos concorrentes alcançaram índices próximos, entre 78 e 87%.
Congonhas foi também apontado pelo OAG como o 6º aeroporto de médio porte (10 milhões a 20 milhões de passageiros por ano) mais pontual. Entre os aeroportos de médio porte, Congonhas registrou o índice de 87,81%, acima da média dos 20 primeiros colocados, que foi de 86,2%.
A OAG, empresa do AXIO Group, é uma consultoria especializada em inteligência de mercado de aviação, com sede em Londres e escritórios nas principais capitais do mundo. O relatório OAG Punctuality League 2015 – On-time performance results for airlines and airports, publicado em janeiro, considerou uma base de dados de 50 milhões de voos realizados por mais de 900 companhias aéreas, em mais de 4 mil aeroportos, com cerca de 110 mil voos rastreados diariamente. Os dados foram viabilizados, sobretudo, pela provedora de informações de voos em tempo real Flight View, incorporada à OAG.

*Nesse ponto, o Aeroporto Haneda registrou 91,25% e Congonhas 87,81% entre os megahubs, em 2015. Entre os aeroportos de médio porte, Congonhas registrou o índice de 87,81%, acima da média dos 20 primeiros colocados, que foi de 86,2%. 

Acessibilidade

Compromisso permanente
Congonhas está pronto para atendimento aos Jogos Paralímpicos

A inauguração pela Infraero do conector e das 12 pontes de embarque de Congonhas (2006) trouxe mais conforto e agilidade ao atendimento também para os passageiros com necessidade de atendimento especial (PNAE) – usuários de cadeiras de rodas, portadores de deficiência física, visual, auditiva, passageiros em macas etc.
Atualmente, mais de 80% dos PNAEs que embarcam ou desembarcam em Congonhas utilizam as pontes de embarque. Trata-se de um resultado significativo, em linha com a Resolução nº 280 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que estabelece que o atendimento de PNAE dependentes de locomoção por cadeira de rodas ou maca deve ser realizado preferencialmente pelas pontes.
Desde dezembro de 2015, os monitores posicionados próximos aos portões de embarque remoto e as esteiras de bagagem exibem mensagens em Libras, a Língua Brasileira de Sinais, para orientar passageiros sobre o horário de partida do voo, o portão ao qual devem se dirigir, a esteira onde esperar as malas e outras informações de interesse.
A capacitação das equipes e a conscientização da comunidade aeroportuária também são destaques. Cursos de atendimento a PNAE e simulados são realizados frequentemente.
Itens de acessibilidade em Congonhas
ü Sanitários acessíveis ............................18
ü Cadeiras de rodas ..................................5
ü Ambulifts .................................................2
ü Telefones públicos acessíveis ..............17



Novos Rumos

Infraero dá novo impulso ao aeroporto

Entre as realizações, estão as 12 pontes de embarque e a nova torre de controle
O aeroporto ultrapassou a casa de 1 milhão de passageiros/ano no início dos anos 1960. Atualmente, chega a mais de 19 milhões de passageiros e supera os 200 mil pousos e decolagens por ano. Com o início da administração Infraero, em 1981, uma nova série de reformas começou a ser feita, para elevar a capacidade e a eficiência operacional. A pista principal foi prolongada para 1.940 m, a cabeceira 17 foi ampliada para facilitar a manobra de aeronaves maiores, como o Boeing 727, e foi construído o prédio da Seção Contraincêndio, entre outras melhorias. A Infraero também ampliou a gama de serviços do terminal de passageiros, com novas lanchonetes, livrarias, lojas, serviços de utilidade pública, de locação de automóveis etc.
A transferência dos voos internacionais para o Aeroporto de São Paulo/Guarulhos, em 1985, implicou uma grande queda no movimento, mas a situação foi superada a partir de 1990, quando Congonhas voltou a ser o mais movimentado do país, tendo a ponte aérea São Paulo-Rio como carro-chefe das operações. Em 1995, era o mais rentável aeroporto da Rede Infraero.
A construção de nova ala (conector), com a instalação de 12 pontes de embarque (2006), tornou mais racional o movimento dos viajantes e, com o apoio de ônibus para as posições remotas, pôs fim à circulação de passageiros pelo pátio, que constituía um risco para a segurança e dificultava o trânsito dos veículos de apoio às aeronaves. O edifício garagem, entregue também em 2006, foi outra grande obra que contribuiu para a melhoria da satisfação de todos os que utilizam o aeroporto.
Em 2013, a Infraero inaugurou a nova torre de controle, com 44 m de altura, que oferece visão privilegiada das pistas, dos pátios e da área de aproximação, ampliando significativamente a segurança e o desempenho operacional. Nos últimos anos, foram realizadas também a substituição dos balcões de atendimento (nas áreas de check-in, check-out, salas e portões de embarque, desembarque e conexão do terminal); a climatização da sala de embarque remoto e do Saguão Central; e a revitalização do forro e da iluminação da área de check-in, entre outras providências para modernizar as instalações e o propiciar mais conforto aos usuários. Atualmente, o aeroporto recebe grandes aeronaves, como o Airbus A320 e o Boeing 737-800, e tem margem para operar com aviões de porte ainda maior.

Principais marcos da história de Congonhas
 1936 — Primeiro teste público (12 de abril)
 1936 – Aquisição pelo governo do estado
 Anos 1940 – Primeira estação de passageiros
 1946 – Contrato de concessão com a União
 1951 – Primeira torre de controle
 1954 – Inauguração do Pavilhão das Autoridades
 1956 – Novo terminal de passageiros
 1959 – Ala Internacional
 1962 – Primeiro serviço de radar da América Latina
 1981 – Início da administração pela Infraero
 2006 – Inauguração do Conector e pontes de embarque
 2006 – Inauguração do Edifício-garagem
 2013 – Nova torre de controle


Acesse o link “Aeroportos” no portal Infraero e saiba mais!
www.infraero.gov.br



Abaixo, algumas fotos da exposição em Congonhas promovida pela Infraero para os 80 anos de um dos mais queridos aeroportos brasileiros

(flagrantes de autoria de Solange Galante)






  




















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MISSÃO EUROPA 2015 – ALGUNS MOMENTOS


No dia 12 de outubro de 2015 eu e o foto-jornalista e cinegrafista profissional Carlos Eduardo França viajamos para a Holanda e Alemanha para cumprir pautas para algumas revistas e também conhecer melhor esses países. Destaco hoje o spotting em Schiphol, realizado naquela mesma semana.

 (Obs: todas as fotos abaixo de autoria de Solange Galante)



“É proibido subir na cerca”.






Em resumo, o que está escrito em holandês (poderiam colocar em inglês também) é: não deixe migalhas de comida no chão, o que atrai aves e pode comprometer a segurança de voo. É porque esse spotting point está do lado de uma lanchonete.




Vista do ponto para spotting junto à lanchonete e pista 09-27





Spotting em Schiphol, do terraço.





Spotting em Schiphol, do terraço.





Spotting em Schiphol, do terraço.





Spotting em Schiphol, do terraço.





Spotting em Schiphol, do terraço.





Spotting em Schiphol, do terraço.




Spotting em Schiphol, do terraço.





Spotting em Schiphol, do terraço.




Spotting em Schiphol, do terraço.





Spotting em Schiphol, do terraço.





Spotting em Schiphol, do terraço.




Spotting em Schiphol, do terraço.


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INTERMODAL SOUTH AMERICA 2016


A INTERMODAL SOUTH AMERICA é o maior evento das Américas para os setores de logística, transporte de cargas e comércio exterior. É considerado pelos executivos da indústria como uma plataforma estratégica para a geração de novos negócios, e reúne durante seus três dias os principais protagonistas do mercado internacional e nacional, promovendo negócios e parcerias, funcionando como uma plataforma para lançamentos, reforço de marca, joint-ventures , vendas e networking.

Este ano ocorreu entre os dias 5 e 7 de abril. Abaixo, fotos dos estandes das empresas aéreas participantes da edição 2016.




















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PÉROLA DO WIKIPEDIA




Em 1989 o Conde Zeppelin fundou a Gesellschaft zur Förderung der Luftschiffahrt (Sociedade para a promoção da aeronáutica), contribuindo com mais da metade do capital social da entidade, cujo valor era de 800.000 marcos alemães.


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(Diferença de 100 anos, só, coisa mínima...)


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ÓRFÃO DA VARIG.....

Eu estava no ônibus, vindo de uma noite de autógrafo, ansiosa pra ver os noticiários da TV sobre os últimos lances da política brasileira.
Entra um pedinte no ônibus. Uns 45 anos de idade, rosto inchado e desfigurado, boca torta, deve ser por paralisia. Fedendo, parecia meio embriagado.
Disse que já tinha trabalhado em empresa. Disse que FOI FUNCIONÁRIO DA VARIG, em CUMBICA, ENTRE 1994 E 1999.
Olha a que ponto chegou um ex-variguiano....
Nossas orações a ele.


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FOTOGRAFOU? NÃO? ENTÃO, DANÇOU...


Uma antiga propaganda cujo nome do anunciante se perdeu no tempo (quem ainda se lembrar, nos conte!) incentivava a fotografia para o registro de importantes momentos da nossa vida.
A revista “02”, em sua edição de julho de 2015 (data presumida, pois ela se nega a publicar o mês na capa ou página interna) escreveu em seu editorial: “Os franceses são destaques em mais duas reportagens desta edição (...). Na primeira delas, (...) mostramos o roll-out do Dassault Falcon 5X.” Mas não, não mostram sequer uma foto, de assessoria de imprensa ou fotógrafo próprio, da cerimônia.
“Roll-out” está, para a aviação, como o baile de debutante está para as adolescentes de 15 anos das famílias mais abastadas. E se disseram “mostramos” e não mostram nada, como fica???
Se eu fosse francesa, ficaria ligeiramente magoada, pelo menos...
E por isso que a principal concorrente da revista criou o selo “Nós realmente estivemos lá!!!”


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Colaborações

1)     Por Fernando Valduga, via Facebook (autorizado o compartilhamento)


O Piper J-3 sacaneou hoje o "Triple 7" da Air France. O 777 da AF ficou quase 10 minutos aguardando o pouso do tequinho amarelo, o qual teve que correr na pista do aeroporto para liberar a decolagem do Boeing. 


Foto do Fernando Valduga 



2)     Por Rafael Guimarães, via Facebook (autorizado o compartilhamento)
 
Um incidente aéreo para ilustrar como o Estado, a corrupção e o aparelhamento das agências reguladoras nos ameaçam. E que estando no Brasil, em caso de acidentes aéreos, devemos SEMPRE aguardar os relatórios finais ANTES de culparmos os pilotos, como é o usual.
No último dia 18/03 um airbus A321 (PR-XPI) da TAM, cumprindo o voo entre Foz do Iguaçu e o Rio de Janeiro - JJ3186, simplesmente teve o profundor e o leme danificados por pedaços de asfalto que estavam SOLTOS na pista. O voo transcorreu normalmente, já que não houve nenhum alarme na cabine mas o risco que todos passaram foi alto, já que partes fundamentais a manutenção do voo sofreram danos consideráveis, conforme as fotos mais abaixo. Imagina esse profundor se desmanchando no ar...
Adicionalmente, destaco os relatos de alguns pilotos sobre as condições de algumas pistas pelo Brasil. E você aí querendo MAIS Estado para cuidar da infraestrutura do país e não se importa com o aparelhamento das agências, que deveriam zelar pelos serviços concedidos? Cuidado porque essa ideia pode custar a sua vida e/ou a de quem você gosta...

Comentários adicionais do Rafael:
Condições de algumas pistas pelo Brasil - fonte:http://forum.contatoradar.com.br/.../118684-incidente.../ 
São Luis --> Fica escorregadia quando molhada...
Ver mais
Podia ter dado uma M**** das grandes nesse voo. E os caras lá na frente nem teriam o que fazer. Iam virar passageiros!
GRU e SDU, pelo que se fala, estão boas. SDU (Santos Dumont) é considerada uma das melhores do Brasil, senão a melhor.



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“NOSSAS PRINCIPAIS SEÇÕES”


DEU N@ INTERNET




Lufthansa é condenada a indenizar passageiro judeu que ficou 14h sem comer

 

 Do UOL, em São Paulo

28/03/201619h21 > Atualizada 28/03/201619h24
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) condenou a companhia aérea Lufthansa a pagar indenização de R$ 5.000 a um passageiro judeu por não ter servido refeição kosher durante um voo de Zurique, na Suíça, para o aeroporto de Guarulhos (SP). As informações foram divulgadas no site do TJ-SP nesta segunda-feira (28). 
A comida kosher exige uma preparação especial, que segue normas da religião judaica. As normas determinam, por exemplo, quais carnes podem ser consumidas e como deve ser o abate dos animais. 
A Lufthtansa ainda pode recorrer da decisão. O UOL entrou em contato com a empresa, mas não teve resposta até a publicação desta reportagem.

14 horas sem comer

O passageiro afirma ter solicitado a alimentação especial no momento da compra do bilhete aéreo. No entanto, a comida servida durante a viagem não era kosher e o passageiro teria ficado 14 horas sem alimentação. A viagem foi em março de 2012.
A Justiça aceitou os argumentos e as provas apresentadas pelo passageiro e considerou que a Lufthansa causou danos morais ao cliente.
"A alimentação específica é de suma importância e tem fundamento em preceitos religiosos. O passageiro permaneceu durante todo o voo intercontinental sem nenhum tipo de comida", disse o desembargador Antonio Luiz Tavares de Almeida.
(Com Efe)


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CAIXA PRETA DE CAMÕES


“É o mesmo que escolher entre um automóvel que dispõem apenas de dos airbags frontais e outro com sete airbags.’’

(Sobra aqui, falta ali...)


 (Fonte: Revista “2”, setembro de 2015)


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NOSSA EXCLUSIVA E FAMOSÍSSIMA
COLEÇÃO DE PÉROLAS VOADORAS!!!


 (Erros da imprensa que capturamos por aí. Vamos contar somente os pecados, e não os pecadores, senão a gente não vai pro Céu (assim como eles!))



A Pérola da imprensa não-especializada em 17 de julho de 2007 (TV 14)


“(apresentador) Este avião, que estava no Aeroporto de Congonhas, ele teria passado direto na pista e caído em umas das avenidas mais movimentadas de São Paulo.” (..., agora, a repórter falando...) “As primeiras informações são de que o avião da TAM (...) na hora do pouso derrapou na pista molhada, perdeu o controle e atravessou a avenida.(...) Esse seria o voo número 5018 (...)”  (dois minutos depois, o apresentador...) “A empresa também foi atingida pelo avião que estava, portanto, no Aeroporto de Congonhas e quando o piloto fazia o trabalho para taxiar a aeronave teria derrapado e a aeronave caiu na avenida atingindo o posto e também essa empresa que fica bem ao lado (...)”

É óbvio que no momento de uma tragédia as informações são desencontradas mas, diante do que a própria reportagem dessa TV havia apurado até aquele momento, não se deveria criar uma cena irreal, mesmo porque, pela lógica, inclusive a de acidentes anteriores no mesmo aeroporto, se o avião estivesse apenas taxiando quando caiu, o estrago seria infinitamente menor...
Além disso, o voo 5018 nunca foi da TAM, pelo número, o que poderia causar o pânico de parentes de passageiros em outro voo que fosse representado pelo número, já que, se surgiu na imprensa, ele deve ter sido capturado da realidade.



A Pérola da imprensa não-especializada em 17 de julho de 2007 (TV 14)


“(comentarista) E uma coincidência trágica: dez anos atrás, no dia 9 de julho de 97, exatamente no mesmo dia, o outro avião da TAM provocava um acidente grave, caiu bem preto da região de hoje. (...)”

Com todo respeito à colega jornalista... Por que tantas informações completamente incorretas? Primeiro: como “exatamente 10 anos atrás” se 9 de julho e 17 de julho têm uma semana de diferença? Segundo: não teve nenhum acidente, muito menos da TAM, em 9 de julho de 1997, somente um incidente com apenas uma morte, ela deve se referir ao acidente com o voo 402 com um Fokker 100, de 31 de outubro de 1996, aliás, (terceiro), não foi “bem perto” do local do acidente com o 3054, foi após a cabeceira oposta, do outro lado de Congonhas, cerca de 2 km distante.  Não sei onde ela estudou, mas na minha faculdade aprendi que não se divulga informação sem ter a certeza a respeito.



A Pérola da imprensa especializada em setembro de 2015 (Revista 02, data presumida, já que ela não assume o mês de publicação...)


“Após uma série de problemas, que atrasaram as obras do primeiro aeroporto privado destinado à aviação de negócios, o Aerovale conseguiu a suspensão  do embargo e retomou as obras.”


Errado. O primeiro aeroporto privado destinado à aviação de negócios foi o Aeródromo Coroa do Avião, em Igarassu (PE).



A Pérola da imprensa especializada em fevereiro de 2016 (Revista 01)


“Os atentados terroristas ocorridos em Paris em dezembro do ano passado levaram o Grupo Air France-KLM (...) a perder 70 milhões de euros em receitas de passageiros.”

Na verdade, os citados atentados ocorreram em novembro de 2015. Uma consulta de segundos no Google confirma isso. Não precisava partir para o “chutômetro”...



A Pérola da imprensa especializada em fevereiro de 2016 (Revista 01)


“O presidente da companhia árabe (Emirates), Tim Clarck, (...)”


O nome correto se escreve Clark. Isso é importante? Claro que sim! Experimente escrever o SEU nome de família com uma letra a mais... Pense, agora, numa pessoa pública....



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VALE A PENA LER DE NOVO


CAIXA PRETA # 51 / outubro, novembro e dezembro de 2006


DEBUTANDO COMO PASSAGEIRA “COMUM”


Quando fui picada pela primeira vez pelo “bichinho” que os entusiastas da aviação costumam chamar de “aerococus”, eu ainda não havia voado, nenhuma vez. Um falecido amigo jornalista de aviação me presenteou com o meu primeiro vôo em um monomotor Corisco e, depois, tive a oportunidade acompanhá-lo em dois vôos para imprensa, um da Transbrasil com Boeing 767, indo de Congonhas para Guarulhos dois dias antes do Aeroporto Internacional ser inaugurado, e em pleno feriado de sete de setembro de 1985, um vôo de demonstração do Boeing 737-300 da americana Piedmont Airlines, que voou entre Congonhas e Santos-Dumont (nem desembarcamos), retornando depois ao aeroporto paulistano.


Mas eu queria voar pela primeira vez como passageira “comum”, e desembarcar pela primeira vez fora do estado de São Paulo.
Aproveitei minhas férias da empresa onde eu trabalhava, ainda em 1985, para realizar uma aventurazinha. Minha mãe seria minha acompanhante, “moleca” como eu, que ela era.
Compramos uma passagem São Paulo-Rio pela Varig. Os nostálgicos vão me matar, mas eu não quis ir de ponte aérea, no Electra, para o Aeroporto Santos Dumont. Hoje, até me arrependo, mas, naquela época, eu queria mesmo era pousar no Galeão. As nossas duas passagens eram só de ida, e explico o porquê mais adiante. As passagens foram parceladas em 10 prestações, diretamente com a Varig. Infelizmente, não guardei documentos com os valores.
Infelizmente, também, não anotei a matrícula do avião (Boeing 737-200) com que voamos.
Bem, fomos bem cedo para o Rio. Desembarcamos, fomos para o terraço do Galeão (naquela época, saudosamente aberto) e fiquei admirando aviões que eu ainda não havia visto de perto, como o meu amado DC-10, por exemplo. Tirei fotos com minha camerazinha Kodak Instamatic! Ficamos vendo avião e comendo um sacão de pães de queijo trazidos de São Paulo.
Depois, tomamos ônibus urbanos e ficamos passeando por um Rio de Janeiro que, naquela época, era bem menos violento do que hoje é divulgado.
Fomos conhecer de perto o Aeroporto Santos Dumont mas, à noite, fomos à rodoviária e voltamos de ônibus da Cometa para Sampa. Só para economizar grana.
A história não acabou aí. Lembram-se das prestações das passagens de ida? Devido a um dos famosos planos econômicos brasileiros da década de 80, no ano seguinte, 1986, passou a existir a “tablita”, que reduzia os juros, e, conseqüentemente, as prestações de compromissos financeiros assinados anteriormente. Lembro que cerca de metade das 10 prestações das passagens sofreram redução progressiva de valor devido à tablita. Se pudéssemos antes prever que isso fosse acontecer, teríamos até voltado de avião também!


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DIRETAMENTE DOS NOSSOS “ARCHIVOS”


Na carta a seguir, da qual temos cópia da original de posse do destinatário, o saudoso Cel. Antônio Arthur Braga agradece a preocupação para com sua recuperação após o terrível acidente de 1976 no Rio de Janeiro, que selou o fim do equipamento T-6 na Esquadrilha da Fumaça e observa que o AT-26 xavante estaria prestes a ser incorporado à esquadrilha o que, sabemos, não chegou a se concretizar.








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 “CAPAS”


Algumas capas de revista de aviação que se destacam por si só ou trazem homenagens históricas. Colabore você também enviando aquelas de que mais gosta!







24 de Março de 2007: lançada a Revista comemorativa do 60.o Aniversário do 1o/14o Grupo de Aviação, o Esquadrão Pampa.






Setembro de 1940. A revista oficial da Viação Aérea São Paulo – Vasp, mostra um Junkers JU-52-3m. Provavelmente, nos pampas gaúchos, em meio à criação de ovelhas.






2006. Não é exatamente uma revista, mas uma publicação interna da TAM com a modelo Ana Hickmann apresentando o novo uniforme de comandantes da empresa aérea. O desfile, aliás, foi um dos grandes acontecimentos sociais da aviação naquele ano.




1992 A revista oficial da Força Aérea Brasileira existe há muitos anos e sempre trouxe reportagens de interesse não só dos integrantes da FAB mas também de público em geral, especialmente o interessado em aviação. A passagem foi do Ministro Sócrates da Costa Monteiro para o Ministro Lélio Viana Lobo


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CAIXA COR DE ROSA


Este mês reproduzimos matéria da revista norte-americana Woman Pilot de 1998.











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 “COMIDA DE AVIÃO”


Às vezes temos que nos deparar com ausência de “comida de avião” ou algo inferior ao que esperávamos. Bem, Nem sempre “às vezes” mas “constantemente” em alguns voos.
Vejam o depoimento do nosso colaborador gastronômico Fernando Canteras:


 “Serviço de bordo do voo Passaredo 3265 CAC/GRU dia 14/07/15, aeronave ATR72-500 PR-PDK "Arara". Bolacha Marilan com... Poty Citrus!! A Passaredo merece meu respeito pois imagino ser a única empresa aérea brasileira a servir refrigereco a bordo, hahahahaha”






Para consolar o Fernando, digo quem em janeiro passado voei pela Passaredo e só tinha de serviço de bordo... Água mineral!!! Não que a gente voe pra comer ou beber mas... quem te viu, quem te vê, Passaredo Linhas Aéreas!!!!


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 “Sites úteis”


Site voltado para estudantes de aviação civil, comissários, pilotos e mecânicos, com simulados atualizados e gratuitos da banca da ANAC, além de aulas, cursos e dicas voltadas para todas as áreas da aviação.


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– “PENSAR PARA VOAR” –
 (PENSAMENTOS E FRASES RELACIONADOS À AVIAÇÃO)


 “(Eu) Não tinha vocação para piloto. Uma coisa é achar que tem, outra é sentir na pele as limitações. (...) Voar não é uma escolha. É um dom”.” (Newton Soler Saintive, engenheiro aeronáutico veterano)


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A PERGUNTA DO MÊS
Sempre inovando, nosso Blog está com nova sessão, A Pergunta do Mês. Quem poderá responder a essa indagação?


“Afinal, após as peças já encontradas e comprovadamente do mesmo avião, o que aconteceu ao Boeing 777 da Malaysia Airlines que compria o voo MH370 em 8 de março de 2014?


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A pergunta do mês passado (conforme abaixo) começou a ser respondia com as primeiras imagens de um dos novos aviões da Latam, na fábrica da Boeing (um Dreamliner), já com a nova marca e apresentação do esquema visual.
“Mais de seis meses após o lançamento da Marca LATAM, porque nenhum avião ou instalação ainda a recebeu?”


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