segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Plantão Caixa Preta

OS VENCEDORES DO NOSSO
CONCURSO DE FOTOS
DO PRIMEIRO SPOTTER DAY EM CONGONHAS!


Em 16 de abril de 2016 foi realizado o primeiro evento dedicado ao Spotting promovido pela Infraero no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A administradora solicitou a todos os participantes (28, no total) que lhes enviasse uma seleção de fotos feitas durante o evento para compor o acervo da Infraero. De todas as fotos recebidas, cinco foram selecionadas pela assessoria de comunicação da Infraero pra serem premiadas pelo Blog Caixa Preta da Solange, conforme nossa promoção de abril passado (link: http://caixapretadasolange.blogspot.com.br/2016/04/plantao-caixa-preta_4.html). Por minha vez, solicitei que os internautas apontassem quem gostariam de ver em 1o., 2o., 3o. 4o e 5o. lugares. Nem todo mundo votou em cinco posições, alguns votaram apenas no preferido (1o. lugar), e só, ou em três posições. Então, após o prazo final em 25 de agosto, somamos quantos votos em cada uma das posições cada concorrente teve, e chegamos ao seguinte resultado:


Apontado para o PRIMEIRO LUGAR  com 23 votos,
foto de Valdir Ferreira de Carvalho




PRÊMIO:

Uma bateria externa para smartphone comemorativa dos 40 anos de Brasil da empresa Rockwell-Collins, acompanhada de cabo USB.



Escolhido como SEGUNDA MELHOR FOTO, com 19 votos,
o "clic" de Luiz Eduardo Oliveira da Fonseca.




PRÊMIO:

Uma caneta da Boeing com corpo em metal, na caixinha original.






TERCEIRO COLOCADO, com 16 votos de nosso internautas.
a foto de Vitor Daniel de Carvalho Pinto




PRÊMIO:

Uma etiqueta de bagagem da Líder Aviação, em couro, na caixinha






A foto de Marcio Florentino Teixeira foi escolhida como a QUARTA MELHOR
por 10 votantes.




PRÊMIO:

Um par de chinelo em borracha da extinta mas saudosa VASP, em saquinho lacrado





Ricardo Tadeu Pianta foi o mais escolhido em 5o. lugar, com 7 votos.




PRÊMIO:
Uum caderno de anotações da Embraer e um par de fones de ouvidos da TAM





O melhor prêmio, sem dúvida, é ter suas fotos expostas no Aeroporto de Congonhas em mostra que começou na semana passada.

Parabéns a todos que foram premiados e demais participantes do Spotter Day!

ATENÇÃO: vamos ao que importa! Peço que entrem em contato comigo pelo email remigedeaguia@bol.com.br para combinarmos a entrega dos prêmios! E parabéns novamente por participarem dessa iniciativa!

MATÉRIA ESPECIAL

O QUE FAZER A BORDO?

BEM-VINDO À TECNOLOGIA DO ENTRETENIMENTO !


 por Solange Galante / fotos fornecidas pelas assessorias de imprensa ou da própria autora

                                                                                                                                                                                                Hoje, o espaço ocupado
por cada passageiro é mais tecnológico. E a preocupação
da indústria de aviação comercial do século XXI em como entreter o cliente é cada vez maior.




Você entra a bordo, localiza sua poltrona, acomoda-se e aperta o cinto de segurança. Centenas ou milhares de quilômetros estão à sua frente para serem percorridos a jato. Sentado confortavelmente, você terá muitas horas livres para fazer o que quiser dentro do cardápio de entretenimento disponível pela companhia aérea, e ele poderá ser amplo o bastante para fazê-lo se esquecer que está fora de casa ou do escritório. Essa interação com o ambiente disponibilizado pela companhia aérea poderá torná-lo um passageiro frequente ou mais um crítico que vai reclamar nas redes sociais. Por isso, a indústria investe pesado nesse importante detalhe da viagem.

Como entreter o passageiro a bordo sempre foi um desafio, acompanhando o avanço das tecnologias. Hoje, muitas empresas disponibilizam entretenimento digital o suficiente para o passageiro grudar os olhos numa telinha bem à sua frente e esquecer do resto do mundo até voltar a colocar os pés no chão. Melhor ainda se puder pausar o filme para ir escovar os dentes, ou até dar uma espiadinha no que acontece lá embaixo, acessando o canal de TV via satélite.

Uma sigla resume, hoje, essa preocupação das airliners na disputa por passageiros: IFE ou In-flight entertainment. De olho na concorrência, os diferenciais incluem telas maiores, mais interatividade, lançamentos de filmes simultâneos ao cinema, acesso à internet sem fio. “A Airbus se esforça muito, em termos de engenharia, no desenvolvimento de IFE, na linha de produção e aquisição de programas. O investimento anual é de 2,4 bilhões anualmente em pesquisas e desenvolvimento para suprir toda nossa família de aeronaves”, informa a fabricante, por meio de sua assessoria de imprensa. Todas as fábricas desenvolvem aviões atentas ao que há disponível no mercado, para que as plataformas que produzem aceitem o que já existe no estado-da-arte em Tecnologia da Informação. Por sua vez, as companhias aéreas são as responsáveis por escolher quais aviões irão compor sua frota e o que irá dentro deles para agradar o cliente, inclusive, escolhem minuciosamente seus fornecedores de entretenimento a bordo e definem configuração e nível de serviço desejado. O Grupo Air France-KLM, por exemplo, conta com um time dedicado à inovação, focado principalmente na experiência digital a bordo, e monitora de perto a concorrência e as tendências do mercado ao mesmo tempo em que sempre testa novidades em alguns de seus voos.

A indústria é unânime em afirmar que, após o conforto do assento em si, o IFE é, hoje, o segundo critério mais importante na decisão dos passageiros sobre com quem voar. Uma pesquisa de 2014 da Honeywell evidenciou exatamente isso, que a disponibilidade de wi-fi a bordo influenciava na escolha de voo de 66% dos passageiros e que, aproximadamente, um em cada cinco deles trocaram sua companhia aérea preferida por uma com conectividade de mais qualidade.



O Grupo Air France-KLM tem uma equipe dedicada à atender os anseios por entretenimento a bordo de seus passageiros. 


SEGURANÇA, CONFIANÇA, VARIEDADE E MENORES CUSTOS

A palavra-chave do entretenimento a bordo dos dias atuais é a Tecnologia da Informação (TI), o conjunto de todas as atividades e soluções providas por recursos de computação que visam a produção, o armazenamento, a transmissão, o acesso, a segurança e o uso das informações. A confiabilidade do IFE é extremamente importante, inclusive para não afetar outros sistemas das aeronaves, como os de navegação. O software para sistemas de entretenimento deve ser esteticamente agradável, confiável e compatível ao comunicar-se de e para o processador principal de entretenimento durante o voo, além de também ser amigável, características responsáveis por uma engenharia cara. Os IFE atuais são quase sempre sensíveis ao toque e sem fio, permitindo a interação entre cada assento na aeronave e os comissários de voo. As empresas envolvidas estão constantemente em batalha para cortar custos de produção sem sacrificar a qualidade e a compatibilidade do sistema. “Na Rockwell Collins, temos um time de engenheiros de Fatores Humanos para considerar o design de todos os nossos produtos. Nossa abordagem está sempre baseada em três premissas de desenho: ele precisa ser intuitivo, simplista e fácil de usar, quer se trate de uma interface de usuário em nosso IFE sem fio ou o acesso a um conector USB” informa Richard Nordstrom, diretor sênior de Marketing Global e Soluções de Cabine de Rockwell Collins.

As companhias aéreas devem estar aptas para adquirir pacotes de atualização para sua frota já existente, um custo que chega a US$ 5 milhões para cada avião. “A importância de ter uma aeronave, ou seja, uma plataforma flexível vem de um constante monitoramento do mercado, conversas com clientes e fornecedores, e análise das tendências de comportamento dos passageiros. Porém cabe à própria empresa aérea avaliar qual sistema instalar no avião e tomar a decisão final, direcionada por fatores como concorrência, etapa média dos voos e posicionamento de marca”, informa a Embraer por meio de sua assessoria de imprensa. A fabricante brasileira trabalha próxima a todos os fornecedores para avaliar os impactos na instalação dos equipamentos das diversas opções existentes no mercado nas aeronaves e também para acompanhar de perto todas as tendências de tecnologia. “Sistemas mais leves, simples e com menores impactos de instalação e de retrofit estão surgindo mais e mais.” Os novos sistemas de entretenimento são cada vez mais confiáveis, o que previne problemas como acontecia nos anos 1990, e pelo menos um terço mais leves que os antigos, enquanto que as telas são bem maiores, o que abranda o efeito do peso.



As companhias aéreas preocupam-se muito em ter a maior variedade possível de entretenimento disponível.


A Rockwell Collins oferece um portfólio completo de soluções de entretenimento para aeronaves comerciais. Essas soluções incluem sistemas IFE sem fio, banda larga de alta velocidade, aplicativos para passageiros e mapa Airshow independentes dos servidores centrais, ou seja, com tecnologia seat-centric, por meio do PAVES – Programmable Audio Video Entertainment System. A fabricante tem soluções para todo o mercado e consegue auxiliar na missão de qualquer companhia aérea e maioria das plataformas tanto para retrofit quanto instalação desde a linha de produção da aeronave.

Exceto as comunicações importantes, da tripulação para os passageiros, como instruções de segurança e para preenchimento de papeletas de imigração, bem como as revistas eletrônicas apresentadas antes da decolagem ou transmitidas em determinados momentos do voo, hoje o acesso ao entretenimento segue a filosofia AVOD (Audio and Video On Demand). O AVOD armazena programas individuais separadamente no computador principal do sistema IFE de uma aeronave, e eles podem ser vistos por demanda, por cada passageiro, de maneira independente da programação dos demais clientes, e cada um pode controlar sua reprodução, avançando, retrocedendo, pausando ou parando a programação que acessa, em completa interatividade. Seguindo a mesma facilidade hoje as companhias também oferecem jogos de vídeo e até curso de idiomas e chats, como parte do entretenimento.



Áudio e vídeo por demanda: hoje, o passageiro só perde o final do filme se quiser.


INTERAÇÃO E CONECTIVIDADE

O IFE foi se expandido para incluir conectividade em voo — serviços como navegar na Internet, mensagens de texto, uso de telefones já disponíveis pela companhia aérea e envio de e-mail, por isso, seu nome foi ampliado para “IFE&C” (entretenimento de bordo e conectividade ou entretenimento e comunicação a bordo). Pois, se antes os passageiros queriam deixar os problemas para trás e apenas relaxar, há algumas décadas passaram a não se contentar mais em ser passivos diante de uma tela de vidro mas interagir como se estivessem em terra vivendo sua própria rotina com amigos, família, redes sociais e, além de acessar conteúdos oferecidos pela empresa aérea, também têm a opção de se manter conectado à internet em todas as fases do voo. Por causa disso, têm sido requisitados pelo mercado, e cada vez mais, a internet e o acesso a conteúdo wi-fi dentro das cabines. Essa conectividade vale tanto para a operação, ou seja, interação por parte do tripulante, quanto para o passageiro. “Os novíssimos E-Jets E2 são aeronaves e-enabled, ou seja, fazem uso da conectividade de modo que dados/informações estejam disponíveis no momento certo da forma mais eficiente” informa a Embraer. “Nossa empresa vem trabalhando para que o avião seja uma plataforma flexível que permita a instalação das diversas opções de IFE&C atualmente disponíveis, incluindoTV ao vivo, telefonia a bordo, conectividade nas mais diversas tecnologias disponíveis, além de acessórios para um melhor uso das mesmas como, por exemplo, tablet holders. Itens como tomadas de energia em assentos das classes business e econômicas (USB e tradicionais), mesas de trabalho e suporte para tablets integrados foram pensados e inseridos desde o começo do desenvolvimento dos E-Jets E2 para melhorar a experiência do passageiro e permitir o melhor uso do IFE/conectividade.”



Roll-out do novo Embraer E2: as plataformas precisam ser adequadas para toda a tecnologia de IFE. Foto: Solange Galante


No passado, os telefones por satélite integrados ao sistema, encontrados em locais estratégicos na aeronave ou integrados ao controle remoto usado pelo passageiro para o entretenimento de bordo individual permitiu que eles pudessem usar seu cartão de crédito para fazer chamadas telefônicas a qualquer lugar no chão, mediante o pagamento de uma taxa. Mais recentemente, a Emirates Airline tornou-se uma das primeiras companhias aéreas a permitir que telefones celulares pudessem ser usados durante o voo. Utilizando os sistemas fornecidos pela empresa de telecomunicações AeroMobile, a empresa dos Emirados Árabes lançou o serviço comercialmente em março de 2008, tendo sido instalado pela primeira vez em um Airbus A340-300. No mesmo ano, a norte-americana AirCell debutou na aviação comercial com sua rede de celulares ATG (Air-to-Ground) na American Airlines e, em 2011, trocou de nome para GoGo, que é, hoje, um dos maiores provedores de serviços de internet embarcada e outras conectividades para aviões comerciais e executivos. Em cinco anos, a GoGo já disponibilizava duas mil aeronaves com internet. Suas parcerias com empresas provedoras de serviços de satélite permitiram-lhe também desenvolver a tecnologia 2Ku, hoje disponível para clientes como as companhias Japan Airlines, Virgin Airlines, Delta Airlines, entre outras. Os diversos produtos da GoGo fornecem amplo leque de entretenimento como informações aos passageiros, troca de mensagens de texto e de voz por meio de celulares e, transmissão de TV por wi-fi. Atualmente há várias tecnologias para acesso à Internet, com velocidades de conexão muito superiores às existentes cinco anos atrás, permitindo, assim, por exemplo, que passageiros de negócios trabalhem com relatórios enquanto voam entre duas reuniões, mantendo-se conectados o tempo todo.



Emirates Airline: uma das pioneiras na liberação do celular a bordo. 

Se caso do destinatário estiver a bordo do mesmo avião, sistemas modernos permitem que um passageiro possa chamar outro simplesmente digitando o número de seu assento. Com isso, pode-se disputar jogos, conversar via chat ou até namorar. Comissários podem receber solicitações por escrito somente se deslocar até as poltronas tendo já providenciado, por exemplo, alimento ou bebida e levar serviço adicional ao passageiro que já terá pago online pelo mesmo.



Chat a bordo: fale com qualquer passageiro sem levantar do assento. Foto: Solange Galante


A AVIAÇÃO EXECUTIVA COMO PONTO DE PARTIDA

Muitas soluções que estão hoje disponíveis em aviões comerciais começaram na aviação executiva. O próprio sistema GoGo, antes um produto da AirCell, e que teve seu esboço rabiscado em 1991 em um guardanapo de uma churrascaria texana, visava inicialmente aviões particulares e, em 1997, já iniciava serviço telefônico na aviação executiva. Sistemas de gerenciamento de cabine na aviação executiva como o Ovation Select, da Honeywell, permitem que tanto passageiros quanto comissários de bordo controlem, além do entretenimento na cabine, a iluminação, temperatura e outros itens de conforto. O Ovation Select é utilizado em diversos jatos executivos, especialmente os de longo alcance, incluindo o Boeing 777 em configuração business. A Honeywell e a Inmarsat são fornecedoras pioneiras de hardware e largura de banda, trazendo tecnologia para a indústria aeroespacial, aumentando a segurança do voo, aprimorando a produtividade da tripulação e auxiliando no entretenimento do passageiro. A rede de telecomunicações via satélite Global Xpress da Inmarsat, juntamente com o hardware JetWave da Honeywell, criou o primeiro serviço de conectividade realmente global e consistente disponível atualmente para a indústria da aviação. “É 100 vezes mais rápido e 20 vezes mais barato do que as opções existentes”, informa Ben Driggs, presidente da Honeywell Brasil. As soluções disponíveis pelas duas empresas já são utilizadas também por diversas companhias aéreas e estão ou estarão disponíveis em várias aeronaves das empresas Singapore Airlines, Qatar Airways, Air Caraibes e Jazeera Airways. Também irão certificar ou testar o JetWave as empresas Air China, Airbus, Haitec Aircraft Maintenance e Boeing.



Sistema Ovation Select da Honeywell em um Gusfstream G550: tecnologias que começam na aviação executiva e migram para a aviação comercial.


ACESSE ONDE QUISER

Esqueça a tela embutida no braço de sua poltrona ou atrás do assento do passageiro da frente. A tendência mais marcante da tecnologia IFE é seguir os hábitos do passageiro que diariamente, em terra, já caminha de olhos grudados em seu aparelho pessoal e não quer ficar dependente de um monitor do próprio avião. O futuro, inevitavelmente, chama-se BYOD – Bring Your Own Device. O passageiro da década atual carrega consigo sua própria parafernália de entretenimento. Seguindo o conceito BYOD, basta o passageiro se conectar e ver a programação do avião em seu próprio iPhone, tablet ou notebook, não mais utilizando entradas USB apenas para alimentá-los de energia, e também acessa sua própria programação vendo-a na tela da poltrona. Ter certeza antecipadamente de que poderá carregar seus dispositivos a bordo já é imperativo para a maioria dos clientes das companhias. Além de usá-los a bordo, eles não querem mais ir à caça das tomadinhas no aeroporto de destino. Por isso, a Air France é uma das empresas que começam a disponibilizar entradas USB que vão permitir que não só smartphones mas também tablets sejam carregados no voo. “Também estamos trabalhando para aumentar o tamanho da tela e a qualidade dos programas futuros” informa Hugues Heddebault, diretor geral da Air France-KLM na América do Sul.



O futuro é agora, dentro do conceito BYOD: traga a bordo seu próprio dispositivo para acessar através dele toda a programação disponível a bordo.


A Airbus se orgulha de ser a única fabricante de aeronaves a oferecer conectividade in-flight em todos os aviões que produz, da família A320 ao A380, já na produção e disponibilizando integração inteligente dos sistemas sem interferir com o espaço para as pernas dos passageiros, ao mesmo tempo em que permite facilidade de acesso aos próprios dispositivos eletrônicos do cliente. “O A350 XWB oferece a primeira plataforma genuína de IFE de quarta geração – que é a mais recente – superando outras aeronaves em termos de conforto e visualização para o passageiro. Telas de 12 polegadas, totalmente sensíveis ao toque e em alta definição, estão pela primeira vez presentes na classe econômica e sua arquitetura simples resulta em uma integração física mais enxuta” garante a empresa. Com o advento da quarta geração, os custos de equipamentos, manutenção, peso e consumo de energia dos sistemas IFE vêm se reduzindo drasticamente, sem mencionar as melhoras no desempenho e conforto na visualização.

O QUE ALGUMAS EMPRESAS DISPONIBILIZAM A BORDO

Heddebault, da Air France-KLM, informa que “o mais novo sistema de entretenimento de bordo do Grupo oferece uma tela touchscreen de alta definição, navegação em 12 idiomas, incluindo chinês e árabe, mapa em movimento 3D interativo e um aplicativo de chat entre assentos que permite comunicação com outros passageiros sentados em qualquer lugar da cabine.” Em todos os voos da KLM, os passageiros já podem utilizar muitos tipos de equipamentos eletrônicos pessoais, inclusive tablets e e-readers. Nas classes Economy e Premium Economy, cada cliente tem sua própria tela touch screen de 12 polegadas na Premium Economy e nove polegadas na Economy – no Boeing 787-900, é de onze polegadas. Na World Business Class, a tela pessoal de 16 polegadas oferece um controle remoto tátil que foi projetado como um smartphone e que também permite navegar pelos vários programas independentemente da posição da poltrona. “Ele pode ser utilizado para fazer chamadas telefônicas e serve como uma segunda tela que exibe informações extras sobre a viagem ou o filme, sem interromper o programa na tela principal. Já na classe La Première, a tela de 24 polegadas é uma das maiores já vistas a bordo.”



Telas maiores em todas as classes para agradar todos os passageiros.


Em seus novíssimos A350 XWB já disponíveis no Brasil, os clientes da Latam têm acesso a um serviço IFE individual, com tela widescreen full HD de 18” na Premium Business, e de 9” na Econômica. A tecnologia utilizada é de fibra ótica de alta velocidade e tela de última geração sensível ao toque. A nova tecnologia do entretenimento de bordo permite também a execução de mídia por meio de USB e transmite imagens, ao vivo, de câmeras posicionadas estrategicamente na área externa da aeronave, para que os clientes possam acompanhar o voo e a movimentação do avião em solo.
Para os clientes que voam com a British Airways em voos de longa distância, Richard D’Cruze, gerente de Tecnologia e IFE da companhia britânica, informa que as últimas inovações estão disponíveis nos Boeing 787-9 Dreamliner da BA, com novíssimos design e serviços. “Na cabine de primeira classe, o console IFE possui um aparelho semelhante a um smartphone que permite ao passageiro ao mesmo tempo olhar, por exemplo, o Moving Map e assistir a um filme, na tela fixa de 23 polegadas. O entretenimento pode ser apreciado ‘gate-to-gate’, sem que seja necessário guardar a TV para decolagem e pouso. Todos nossos clientes nos Boeing 777-300ERs, 787 Dreamliners e Airbus A380s têm acesso à conexão USB para fornecer energia a seus dispositivos pessoais, inclusive os maiores, e o áudio dos filmes é em ‘3D’, levando os passageiros para o centro da ação.”



Muitas companhias já permitem que os passageiros permaneçam conectados desde antes da decolagem até após o pouso ("gate-to-gate").


Os investimentos da norte-americana Delta Airlines na experiência do cliente levaram à modernização de seu sistema de entretenimento durante o voo e a primeira aeronave com esse novo recurso foi um Airbus A330 que fez o voo de Atlanta a Honolulu. “A experiência se assemelha mais a uma interação com iPhone”, garante Joe Kiely, diretor-gerente de Produto e Experiência do Cliente da Delta. Nesse sistema, segundo ele, “A nova interface ficou mais fácil e intuitiva e facilitou também para os comissários de bordo, que muitas vezes têm de ajudar os passageiros com os sistemas de entretenimento durante o voo. As modernizações incluem melhorias na funcionalidade de busca, um nova seção Spotlight que destaca promoções e temas do mês, e informações sobre conexões do voo, com mapas de terminais que permitem selecionar os destinos.” O novo sistema já foi instalado em aeronaves Airbus A321 e A330 da Delta e a implementação deve estar concluída em toda a frota até 2017.​

Destacando-se no Oriente Médio, a Etihad Airways recebeu recentemente o prêmio de “Melhor Lançamento de IFE/Conectividade por uma companhia aérea em 2016”, pela revista PAX International. A companhia foi premiada com base nos elevados níveis de tecnologia e inovação do seu sistema E-Box e pelo conteúdo oferecido em sua rede aérea global. Shane O’Hare, vice-presidente de Marketing da Etihad Airways, informa ainda que a empresa opera uma frota totalmente conectada. “O serviço Live TV da companhia aérea está disponível em 50 aeronaves de fuselagem larga, trazendo conteúdo de qualidade de sete canais de televisão, incluindo a BBC World News, Sport 24 e CNN.” A Etihad Airways utiliza sistema de entretenimento pessoal de próxima geração e interativo Panasonic EX3, e foi a primeira companhia aérea a instalar esse IFE de ponta em um Airbus A380.



Etihad Airways: premiada por seu entretenimento de bordo. Foto: Solange Galante


A Emirates ampliou as telas de seu sistema IFE de 27 para 32 polegadas na First Class, 40% a mais, o que as torna, segundo a companhia, a maior do mercado em qualquer aeronave. Segundo Patrick Brannelly, vice-Presidente Divisional de Experiência do Cliente da Emirates, na classe econômica, as telas são de 13,3”, inclusive nos A380 configurados em duas classes. Na Business Class são telas de largura de 23” . Com capacidade três vezes maior de armazenamento de dados que a media da indústria, o novo IFE agora disponibiliza mais de 2.100 canais de entretenimento por demanda e mais de 1.200 canais de música, totalizando cerca de 4.300 horas de entretenimento, em 14 idiomas.  Quanto à conectividade, a companhia oferece wi-fi grátis até 10 MB em todas as aeronaves A380 e na maioria das B777, desde o ano passado –  mais da metade de sua frota – e TV ao vivo em 75 delas. Apenas o investimento em conectividade de dados em 2015  foi de US$15 milhões.


O FUTURO É AGORA, INCLUSIVE PARA ROTAS MAIS CURTAS.

Não pense que você irá se divertir apenas em voos de longa distância, já que mesmo se o voo for mais curto e doméstico, os passageiros procuram por algum entretenimento eletrônico. Por isso, o cliente que viaja com a Avianca Brasil tem acesso aos últimos lançamentos da indústria cinematográfica, com exibição simultânea a das salas de cinema, muitas series de TV, conteúdos de variedades (com temas atuais de tecnologia, gastronomia e viagens), documentários, vídeo clipes de artistas em evidência, canais com vários gêneros musicais, além de ambiente kids, especialmente elaborado para os pequenos viajantes curtirem jogos, desenhos e músicas selecionados para sua faixa etária. “Toda a programação é atualizada mensalmente e os jornais e conteúdos esportivos são atualizados todo dia” informa a companhia, por meio de sua gerência de relações com a imprensa. Atenta às tecnologias do mercado, o mais importante, na visão da Avianca, é saber usar a tecnologia certa para entregar a experiência desejada pelos clientes. “Estamos atualizando a versão do software que alimenta o sistema de entretenimento individual. Como resultado, os clientes terão à sua disposição um produto com qualidade técnica superior: passaremos a oferecer resolução de tela e qualidade de imagem melhores.” As aeronaves novas que a Avianca Brasil está recebendo desde 2014 já possuem melhorias relevantes. Os USB ativos nos Airbus A319 e A320 permitem carregar os dispositivos eletrônicos dos clientes. Na maioria dos assentos oferecidos, é possível até visualizar fotos e ouvir músicas pelo pendrive ou celular. Quanto ao conteúdo, a empresa busca permanentemente incluir novidades, como um canal de gastronomia que está fazendo sucesso.



Avianca Brasil: atenção ao entretenimento mesmo em rotas domésticas.


Para ampliar a conectividade e aprimorar a experiência a bordo em trajetos domésticos no Brasil e em viagens na América do Sul, os passageiros que voam Latam já podem desfrutar do Latam Entertainment, sem fio e totalmente gratuito. O sistema foi desenvolvido para dispositivos móveis pessoais e permite ao cliente assistir a uma seleção especial de conteúdo com mais de 50 filmes e 42 episódios de séries, além de acompanhar o mapa do voo em seus próprios smartphones, tablets ou laptops. Por meio dos mesmos dispositivos, o cliente pode ainda selecionar episódios e algumas temporadas completas de séries mundialmente reconhecidas. Como a companhia informa por meio de sua assessoria de imprensa, o conteúdo é disponibilizado por meio de streaming, ou seja, é transmitido em tempo real, o que dispensa a armazenagem no dispositivo do passageiro. O Latam Entertainment apenas não permite acesso à internet ou às redes sociais.

De olho em voos e companhias aéreas de qualquer perfil, a Lufthansa Systems, empresa desenvolvedora de Tecnologia da Informação do Grupo Lufthansa, apresentou em Hamburgo, na feira Aircraft Interiors Expo em abril passado as soluções sem fio IFE BoardConnect e BoardConnect Portable. O BoardConnect é uma solução sem fio para IFE que os passageiros podem utilizar para transmitir o conteúdo disponível pela companhia aérea para seus próprios tablets ou smartphones durante o voo utilizando um aplicativo. Entre os recursos também estão incluídos vídeos e áudios sob demanda, jogos, loja virtual e Moving Map com pontos de interesse relacionados a vários tópicos. Segundo Eckart Wallis, diretor de Gerenciamento de Produtos da Lufthansa Systems, o BoardConnect é muito mais do que um sistema convencional de IFE porque permite às companhias aéreas fornecer a seus passageiros serviços adicionais ao longo de toda a cadeia de viagem. “Com o novo On-Ground Portal, os passageiros agora podem ver que entretenimento estará disponível a bordo antes mesmo de embarcar e encontrar seus filmes favoritos ou montar playlists de suas músicas favoritas, com download antecipado.” Já a versão portátil do BoardConnect é, segundo Wallis, ainda mais fácil de usar e mais flexível. Ele foi lançado no último outono europeu e é projetado para as transportadoras que pretendam evitar altas despesas em implantação permanente de hardware e instalar o IFE principalmente em aviões menores, usados para voos de curto e médio alcances. “A vantagem dessa nova solução ‘tudo em um’ é que todos os componentes técnicos necessários para um sistema IFE – tais como um servidor e pontos de acesso – são combinados em um único dispositivo, a unidade de streaming móvel (MSU). Um MSU pode suprir até 50 passageiros com alta qualidade de fluxo de conteúdo. Isto significa que em aviões narrow-body dois ou três MSUs são suficientes para prover todos os passageiros de uma experiência em IFE muito especial.”

Outro aspecto positivo, como explica Wallis, é a facilidade de instalação, pois um MSU tem o tamanho de um tablet convencional e pesa menos de 1,5 kg, então não há nenhuma necessidade de cabeamento elaborado. O BoardConnect Portable da Lufthansa Systems já conquistou um prêmio este ano, o Crystal Cabin Award na categoria “Sistemas eletrônicos”.



A premiada tecnologia BoardConnect da Lufthansa Systems permite às companhias aéreas fornecer muito mais que entretenimento aos passageiros, como, por exemplo, informações importantes sobre a viagem, e facilita a interação deles com a tripulação.


A TELEVISÃO AO VIVO, DOS LARES PARA O CÉU

Em outubro de 2012 a Azul Linhas Aéreas foi pioneira no uso da TV ao vivo a bordo de aviões na América Latina. O trabalho para implementar o serviço aconteceu em conjunto com a Sky Brasil e a Embraer. Os desafios foram, principalmente, o desenvolvimento de uma antena e do software, compatíveis com o padrão de transmissão no Brasil. “Os clientes não precisam mais perder as partidas de futebol, capítulos finais de novelas ou estreia dos episódios de algum programa: eles podem assistir durante o voo” observa o vice-presidente de Receitas da Azul, Abhi Shah.  Hoje a empresa aérea conta com a Live TV oferecendo programas ao vivo e gravados a bordo da maioria dos seus jatos Embraer 190 e 195. São mais de 40 canais com opções de entretenimento, esportes e notícias em telas individuais, além de canais de música, e outras atrações. Por sua vez, os jatos A330 da Azul contam com o sistema de entretenimento Panasonic eX3. “É a solução tecnológica mais avançada hoje na aviação, operada por sistema Android e que tem uma novidade única da Azul em âmbito global: o sistema Picture in Picture: enquanto assiste a um filme, por exemplo, o cliente poderá selecionar outra produção e acompanhá-las simultaneamente, com uma das opções reproduzida em tela minimizada” explica Abhi Shah. Os televisores na classe Azul Xtra Business Class do A330 têm 16 polegadas e são equipados com controle remoto e também contam com modo touchscreen; na Economy Extra e na Economy, são de nove polegadas e têm manuseio exclusivo por toque. Em todas as classes, a qualidade de reprodução de vídeos é em HD. As telas são equipadas com uma porta USB, que servirá, sobretudo, para recarregar dispositivos móveis. Os A350 que a Azul já encomendou terão o mesmo sistema IFE da Panasonic eX3 que os A330 têm. “Também estamos analisando a possibilidade de oferecer conectividade a bordo desses aviões.” Um dos principais desafios, o executivo observa, é justamente relacionado à tecnologia, que muda constantemente no setor: assim que uma nova ferramenta é lançada, outra inovação é divulgada no mercado.



A Azul revolucionou o entretenimento nas rotas domésticas brasileiras com a TV a bordo.


E quem não tinha logo terá seu IFE, que o diga a Gol. Na metade de 2015 a empresa brasileira tornou-se a primeira parceira sul-americana da banda 2Ku da GoGo, que permitirá picos de velocidade de mais de 70 Mbps de internet para a aeronave. Com isso, a empresa aérea anunciou ao mercado o desenvolvimento da mais completa plataforma de conectividade e entretenimento a bordo e será a primeira aérea das Américas do Sul e Central a oferecer acesso wi-fi à internet durante o período de voo, com conexão via satélite. A solução permitirá o acesso a canais de televisão ao vivo e incluirá programação por streaming com filmes, desenhos, séries e jogos, conteúdo pay-per-view, músicas e mapa de voo. Todo conteúdo online e offline poderá ser facilmente acessado por meio do dispositivo móvel do próprio cliente, celular, tablet ou notebook. A primeira aeronave com esta tecnologia está prevista ainda para 2016.



Instalação de antena para acesso aos sistemas da Honeywell: as companhias procuram se adequar ao que há no estado-da-arte do entretenimento de bordo.


OPINIÃO DO CLIENTE

O Dr. Sergio Gonçalves é um advogado brasileiro que trabalha e reside nos Estados Unidos. Como passageiro frequente de viagens internacionais, nos últimos 12 meses, realizou mais de 80 voos, a maior parte de longo curso em empresas como, entre outras, Emirates, Singapore, Qatar, Etihad, British Airways, Cathay Pacific, Azul, Avianca (Brasil e Colômbia), TAM, Copa e United Airlines. “Destes, sem dúvida, para mim, os melhores serviços, no geral, são, pela ordem, Singapore, Qatar, Emirates e Cathay Pacific. O entretenimento é melhor, pela ordem, na Singapore, Emirates, Qatar e Cathay Pacific. Sérgio observou que, hoje, praticamente todas as empresas citadas e outras possuem tomadas USB, seja na classe econômica, seja na executiva. Apenas algumas aeronaves de voos locais nos EUA ainda não possuem.



Conforto não é somente poltrona espaçosa. Os clientes querem ter muito o que fazer dentro da aeronave. Na foto, classe executiva na Alitalia.


Outro passageiro brasileiro, Eduardo Bentes, em sua última viagem internacional, utilizou várias companhias aéreas e equipamentos, quase sempre em classe executiva, para diversos destinos, quais sejam: Frankfurt, Madri, Tóquio e Zurique. “O melhor IFE experimentado na minha última viagem, foi, de fato, o da Qatar Airways. Denominado Oryx, ele conta com uma infinidade de filmes, em vários idiomas e CDs de músicas de diversos cantores e bandas. Mesmo tendo voado trechos que não incluíam o Brasil, era possível ter filmes no idioma português.” Ele também observou que, nas aeronaves grandes voadas, inclusive em um antigo 777 da Alitalia, foi possível utilizar tomada elétrica para carregar o smartphone. “Mas a tomada no avião da Alitalia está localizada no assento à frente, na parte inferior, então se você deixar o aparelho próximo à você, cria-se um ‘bloqueio’ para sair do seu assento, tendo que passar os pés sobre os fios. Já nos aviões da Qatar, a tomada está abaixo do console central, próximo às pernas, embora ache que deveria ficar mais acima, na lateral do console, onde normalmente está localizado o controle.”

Outro brasileiro, Marcos Vinícius Faustino Olasa, voou recentemente entre GRU-Milão-Doha-Bangkok a bordo do B788 da Lan, do A330-200 e do A380 da Qatar. Na volta, fez os trechos a bordo do A380 e B777W da Emirates e B789 da Lan. Em todos eles, viajou em classe econômica. “Como já havia voado anteriormente na Qatar (e aprovado) estava ansioso também para avaliar o serviço da companhia no ‘Superjumbo’. Como principal ponto positivo na Lan, todas as funcionalidades estavam disponíveis em inglês, português e espanhol em um sistema muito prático, fácil de se mexer.” Já no voo no A330 da Qatar, segundo Marcos, a aeronave já demonstrava sua idade: “monitores menores, o touchscreen não respondia imediatamente, mas não deixou de tornar a viagem agradável, pois estava disponível uma infinidade de filmes e músicas.” Depois, no A380, ele considerou esse como o melhor trecho voado em todos os quesitos: “aeronave novíssima, telas touchscreen enormes e que respondiam ao toque na velocidade do som. Imensa variedade de filmes, músicas e afins, com destaque para uma pasta de músicas brasileiras, mesmo que a aeronave não tivesse como origem/destino o Brasil. Os passageiros ainda tinham disponíveis 15 minutos de wi-fi gratuitamente, podendo estendê-lo por um pequena quantia em dólar. “Já na Emirates, a aeronave demonstrava alguns anos de uso, sistema de bordo em telas grandes que, entretanto, não mostraram a eficiência e nem a qualidade da Qatar. Poucos filmes com legenda em português. O voo no 777 seguiu basicamente o mesmo padrão, entretanto, telas menores e a aeronave demonstrava ainda mais anos de uso nesta que é a maior operadora do tipo no mundo.”

Para resumir sua experiência a bordo, segundo Marcos Vinicius, a Qatar apresenta um sistema de bordo incrível e, mesmo na econômica, havia de tudo para todos os públicos, gêneros e etnias. “Já na Emirates, confesso que fiquei decepcionado, esperava mais. E, finalmente, destaque também para Lan, a companhia deu um show!”



Saber onde você está exatamente também é importante para quem está a bordo. Foto: Solange Galante


DESAFIOS

Como observa Richard Nordstrom, da Rockwell Collins, a tecnologia para o consumidor evolui muito rapidamente. No mundo das companhias aéreas, ele é mais lento devido ao processo de certificação de aeronavegabilidade. Por isso, sua empresa é focada no desenvolvimento de tecnologias que não são apenas o que é relevante hoje, mas o que o serão amanhã. “Nossos projetos precisam ser flexíveis para permitir atualizações rápidas e similares e ser modular para que possamos construir em hardware básico e oferecer sistemas multifuncionais com custos mínimos” acrescentou. Hoje, quase todas as companhias aéreas estão analisando ou desenvolvendo sua própria estratégia IFE&C. A maioria delas sabe que precisa decidir 12 a 36 meses antes da entrega do avião sobre como a sua configuração de cabine será. Aplicativos e serviços IFE&C funcionam melhor quando toda a frota da companhia está usando o mesmo fornecedor e serviços para que haja tanto coerência quanto mobilidade dos serviços, o que cria uma maior sinergia e permite a otimização da estratégia de entretenimento e conectividade. Por isso, os desafios são constantes e os passageiros, para quem toda preocupação de fabricantes, fornecedores e companhias aéreas converge, permanecem ávidos para se entreterem da melhor maneira possível a bordo.




Aperte o cinto e divirta-se! Tenha uma excelente viagem!

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Plantão Caixa Preta

A INFRAERO ABRIU HOJE, EM CONGONHAS,EXPOSIÇÃO SOBRE O SPOTTER DAY DE ABRIL PASSADO!


Vá até lá e confira o cliques mas bonitos do evento!


Mais fotos estão no site http://w5.com.br/spotterdayinfraero



Aproveitando este momento, informo: em breve, iremos anunciar os vencedores dos suvenires ofertados por este Blog.


(Fotos abaixo, de Solange Galante)




segunda-feira, 22 de agosto de 2016

CAIXA PRETA # 129

CP 129 - agosto de 2016



POR QUE ESSA PAIXÃO?

“Pessoal desculpas sem ofender
Por que essa paixão tão grande pela VASP? qual é o sentido de VASP?
Obrigado pela compreensão”

A pergunta partiu de um integrante de uma comunidade sobre a Vasp no Facebook.
Como respondi no mesmo tópico, “Você deve ser jovem demais pra entender... quem só conheceu uma tal de TAM e uma tal de Gol não vai entender...”

Assim como, antes de nós, muitos conheceram de perto a Panair, a Real, a Cruzeiro e a Varig em seus áureos tempos.
O progresso é inevitável e isso nos deixa saudosos do passado.
Hoje, evitarei fazer constatações neste editorial. Farei perguntas, que deixo a meus leitores a liberdade de responderem, se conseguirem.
Seria possível as nossas antigas e queridas empresas, como as quatro grandes da década de 1970 (Vasp, Varig, Cruzeiro e Transbrasil) conviverem hoje com os critérios de concorrência, de regulação, de conforto, de entretenimento, de operações da aviação atual?
Exceto a Varig, as demais nunca fizeram parte de alianças globais de aviação (como a Star Alliance, Skyteam e Oneworld). Como elas se adaptariam a elas?
Muito mais fácil é imaginar, e desenhar, Boeing 787, Airbus A350, Boeing 737 Max e Airbus A380 com as cores dessas quatro empresas. Mas a modernização da  aviação não se restringe a isso. Hoje, os presidentes não são mais aviadores de profissão,  são profissionais de mercado, muitos vieram da área financeira. O Lucro está acima de tudo – o Cmte. Rolim aplaudiria isso de pé, embora, eu julgo, fizesse parte de uma transição dentro da  aviação comercial brasileira  –, mesmo porque a eterna corda bamba da aviação comercial parece cada vez mais fininha. Os governos de hoje fariam o quê para ajudar as companhias? O mesmo que não foi feito para se salvar a Varig?
O jovem que fez aquela pergunta no Facebook recebeu algumas respostas de ex-vaspeanos apaixonados mas, por mais que ele continue perguntando e obtendo respostas, muito saudável, por sinal, penso que ele  jamais entenderá por completo o que era trabalhar ou apenas voar naquelas companhias que nos deixaram morrendo de saudades...


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Estamos na reta final para premiar cinco fotógrafos que participaram do Primeiro Spotting Day de Congonhas, em abril passado!

Já temos 33 votos dos nossos leitores-internautas e você ainda pode indicar a 1ª. 2ª. 3ª. 4ª. e 5ª. melhores fotos para ganhar os prêmios mostrados no link http://caixapretadasolange.blogspot.com.br/2016/04/plantao-caixa-preta_4.html


O prazo para o envio de seu voto irá se encerrar em 25 de agosto!!!!!


PARTICIPE!!!


Veja as fotos selecionadas abaixo:
(Observação: como todas as fotos deste Blog, as fotos a seguir também estão protegidas em seus direitos autorais: não as compartilhe sem autorização!)


Foto de Luiz Eduardo Oliveira da Fonseca



Foto de Ricardo Tadeu Pianta



Foto de Valdir Ferreira de Carvalho



Foto de Vitor Daniel de Carvalho Pinto


Foto de Marco Florentino Teixeira



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MISSÃO EUROPA 2015 – ALGUNS MOMENTOS


No dia 12 de outubro de 2015 eu e o foto-jornalista e cinegrafista profissional Carlos Eduardo França viajamos para a Holanda e Alemanha para cumprir pautas para algumas revistas e também conhecer melhor esses países. Destaco hoje mais fotos do Museu Zeppelin, de Friedrichshafen, uma maravilha para quem aprecia dirigíveis do passado e do presente

(Obs: todas as fotos abaixo de autoria de Solange Galante)




Da Europa para a América do Sul em três dias! (que diferença para hoje em dia...)



E para quem sai do Brasil, o destino é...



O trajeto Europa-América do Sul (leia-se, Brasil)-EUA



O custo do luxo de um voo nos dirigíveis naquelas primeiras décadas do século XX.



Luxo e glamour nas viagens naqueles “charutos” voadores.



O Rio de Janeiro, visto de um “Zepp”



O triste da era dos grandes dirigíveis era a propaganda nazista...



Anúncio de que o Hindenburg transportaria em sua sexta viagem aos EUA, cartas com selos comemorativos dos Jogos Olímpicos de 1936 (Berlim)



Alguns envelopes das cartas transportadas pelo Hindenburg.



Envelope transportado pelo Hindenburg durante a Olimpíada de Berlim em 1936. Repare nos selos comemorativos.



Envelope de carta que seguiu do Brasil para a Alemanha pelo Hindenburg.



Prosseguiremos com as fotos do Museu Zeppelin no próximo mês!

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QUANDO O VOO É BOM, AGRADA.
QUANDO AGRADA, MAS TERMINA...
...FICA AQUELE GOSTINHO DE QUERO MAIS!
Primeiro voo da Azul entre Lajes e Viracopos. Chegamos a Campinas, avião parando, desligando motores, a aeromoça lá na frente, de pé e... perplexa!!!! Pois o avião estava quase lotado e ninguém se levantou, muito menos para ir pegar as bagagens nos bins e ser um dos primeiros a desembarcar. E a moça soltou não se conteve: perguntou:
– Vocês não vão desembarcar, não? Vão querer ficar no avião?
Risos gerais. Que passageiros comportadinhos! Eu também não via isso,faz tempo!

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A CRISE DO DOCE...




Repare na foto o hoje e o ontem das balinhas formato aviãozinho da Azul. É, gente, a crise está em todo lugar e em toda guloseima...


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ISTO É INCRÍVEL!!! AVIÃO VOANDO SEM GASOLINA!!!!

O Solar Impulse 2 (“Impulso Solar”) é um avião capaz de voar sem combustível, graças a suas baterias que acumulam energia solar.
Na chamada do Jornal Hoje do dia 23 de junho deste ano, o jornalista Evaristo Costa disse, todo maravilhado, que um avião havia cruzado o oceano Atlântico sem uma gota sequer de GASOLINA!
Mal sabe ele que isso acontece TODOS OS DIAS, e MILHARES DE VEZES!!! Pois, os aviões que cruzam o Atlântico, exceto aventureiros de plantão em seus monomotores e bimotores a pistão, também não usam sequer uma gota de “gasolina”: eles usam diesel!!!

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GOL ou BRA???






Narração do telejornal em 20.08.2007: “(...) o Airbus A320 da TAM que fazia o voo Guarulhos-Porto Alegre estava a poucos metros de tocar a pista do aeroporto quando o piloto percebeu que havia uma outra aeronave na pista. Era o Boeing 737 da BRA que havia acabado de pousar e ainda manobrava em direção ao terminal. (...)!”


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NÃO, NÃO É UM OVNI.

O Balão flagrado pelo Flight Radar 24 Horas e “fotografado” pelo nosso colaborador Rosvalmir Afonso Delagassa há alguns dias faz parte do Projeto Loon Brasil, que tem como objetivo aumentar a conectividade de internet em todo o mundo, e pode ser conhecido pelo site https://www.solveforx.com/loon/




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(Fonte: revista Flap Internacional, agosto de 1978)

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 “NOSSAS PRINCIPAIS SEÇÕES”



DIRETAMENTE DOS NOSSOS “ARCHIVOS”


AVIATION ART

Lindas imagens de James Dietz publicadas na revista Sport Aviation de setembro de 1998.









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DEU NO F@CEBOOK

A notícia publicada pelo site Aeroin (link abaixo) provocou comentários interessantes. Pois, enquanto os spotters veem seus locais para fotografias escassearem, Frankfurt vai se tornando cada vez mais, ao lado de outros aeroportos europeus, um paraíso para esse saudável e importante hobby. O título da notícia é

Aeroporto de Frankfurt inaugura mais um spotter point.




Fotos: divulgação (Aeroporto de Frankfurt/Fraport)


Entre os comentários publicados (que não identificaremos) estão os seguintes:

Enquanto isso no Hemisfério Sul fecha-se os terraços...

É... lá ninguém precisa depender de eventos pontuais esporádicos para reunir a moçada....
Na Europa e EUA, mesmo diante do perigo do terrorismo, sabe-se perfeitamente a diferença entre um spotter e um terrorista. Já "spoteei" em NYC (Kennedy e La Guardia) poucos meses após o September Eleven....

Aqui a questão é: "vão encher nosso saco? Então corta!". Isso é o que acontece aqui. Este tipo de pessoa ou grupo muitas das vezes.é visto com um aborrecimento ou algo que atrapalhe o andamento do aeroporto

Santos Dumont fecharam o terraço. Galeão diminuíram ridiculamente o terraço. Viracopos não tem terraço. Confins e Brasília diminuíram o terraço. Manaus ASSASSINARAM O TERRAÇO colocando vidros inclinados e uma barra de "proteção"... E assim segue nosso Brasil. Ah, e quem tenta se aventurar a fotografar fora desses terminais próximo das cabeceiras corre o risco de ser assaltado e até sofrer sequestro relâmpago como já ocorreu com alguns spotters.

O brasileiro é folgado por natureza, quando precisam se submetem a fazer o que mandam, mas depois que tudo se acaba, sai falando mal de quem os ajudou.Esquecem, que podem precisar da mesma pessoa no próximo evento.

Fora que uma grande porcentagem pensa que só porque está ali tem o direito de fazer o que bem quiser do espaço.


 (E um irônico...)
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DEU N@ INTERNET:



·  BRASÍLIA 
·  Folhapress
·  [28/01/2016] 
·  [14h12]

Afonso Pena é o aeroporto mais bem avaliado do país em 2015

O aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, recebeu as melhores notas dos passageiros na pesquisa permanente de Satisfação de Passageiros promovida pela Secretaria de Aviação Civil.
No levantamento realizado no último trimestre de 2015, o aeroporto administrado pela estatal Infraero teve nota média de 4,52 num ranking que vai até 5. A pesquisa avalia 47 itens nos 15 maiores aeroportos e ouve cerca de 50 mil passageiros ao ano. Os outros dois aeroportos mais bem avaliados do país estão no Estado de São Paulo: Campinas e Guarulhos, com notas de 4,48 e 4,41, respectivamente. Ambos são concedidos a operadores privados.
Na média de todos os aeroportos, o país continua a ter um crescimento da avaliação positiva dos aeroportos. No trimestre passado, a nota média chegou a 4,16, a maior desde o início da pesquisa em 2013. O valor menor já registrado foi de 3,75. Dos 15 aeroportos, 12 estão com nota acima de 4, o que é considerado um bom indicador. Em 2013, apenas cinco unidades do país estavam com notas acima de 4.
Segundo o ministro da Aviação Civil, Guilherme Ramalho, as notas têm subido na medida que os investimentos feitos pelos concessionários privados e pela Infraero ficam prontos. Quando as unidades estão em obras, as notas caem.
Segundo ele, é necessário em 2016 investir na melhoria de itens que são permanentemente mal avaliados, como custo de transporte, alimentação e uso do wi-fi.
“A pesquisa é feita para justamente dar mais transparência aos problemas e incentivar os concessionários para que adotem medidas”, afirmou Ramalho.

Queda

Ramalho afirmou que a perspectiva para este ano é que o setor seja afetado pela crise e não tenha crescimento do número de passageiros, o que vinha ocorrendo com frequência desde o início da década passada. Em relação à qualidade de atendimento dos aeroportos, o ministro acredita que isso não terá efeito imediatos já que o processo de melhoria e aumento da infraestrutura é contínuo.
A preocupação, segundo ele, é com a retomada do crescimento do número de passageiros. Ele confirmou que o governo está estudando mudanças nas regras de direitos do passageiros para incentivar a entrada de empresas de baixo custo no país.
Segundo ele, medidas como o fim da obrigatoriedade de oferecer transporte de uma mala de até 23 kg por passageiros podem reduzir os preços e incentivar a entrada de novas companhias no país, ajudando assim a manter o crescimento do número de passageiros.
“Queremos fazer isso sem tirar direitos. Mas queremos dar mais opções aos passageiros. Há um perfil de passageiros que prefere pagar menos e ter menos benefícios”, afirmou Ramalho. que acredita que essas mudanças podem estar com os debates terminados até o fim desse semestre.



LATAM transformou o Bom em Péssimo
20 Jul 2016

Fabio Steinberg

Separadas, a chilena LAN era ótima, e a brasileira TAM pós-Comandante Rolim nem tão boa assim. Juntas, agora sob o infeliz nome de LATAM, conseguiram piorar. Uma pena, pois a LAN sempre foi o reflexo da hospitalidade do povo chileno. No novo modelo, ninguém parece se entender em uma operação confusa e despersonalizada.

Nem sempre a soma de um com um dá dois. No caso, a aquisição da TAM pela LAN
lembra uma violenta indigestão causada a um peixe pequeno que quis engolir um muito maior que ele.

Os sinais de entropia, conceito roubado da termodinâmica que mede a desordem das partículas de um sistema físico, e que pode ser traduzido em bom português como bagunça administrativa, estão por todos os lados. Como água e óleo, as duas culturas não se misturam bem, e apresentam fortes indícios de que a fusão não estava madura para entrar em operação.

Começa pela adoção de dois sistemas de reservas, um de cada companhia aérea, e que não se comunicam. Com isto, o passageiro precisa saber se está usando o código da TAM ou LAN. Da mesma forma, as aeronaves adotam dois modelos distintos de tratamento. Na TAM imperam na classe econômica, mesmo em viagens internacionais, bancos fininhos tipo “tábua de passar roupa”, em espaço exíguo com inclinação mínima, e sem um lugar razoável para guardar os objetos de uso pessoal. Já os aviões da LAN ainda usam poltronas um pouco mais confortáveis e espaçosas.

Estas questões não são meros empecilhos enfrentados pelo viajante, mas claros indicadores de um problema maior, como ilustra minha recente experiência em viagem ao Chile. Começou com a incapacidade de marcar assento até o momento do check-in no aeroporto de Guarulhos. Seguiu-se o atraso em duas horas no voo depois da partida, sem problemas meteorológicos que justificassem tal demora. Veio depois o martírio a bordo em aeronaves apertadas e com refeição sofrível. E culminou com a perda da conexão para a cidade de Osorno.

Até aqui o assunto poderia se restringir à imprevisibilidade inerente à operação, ou ao tratamento degradante dispensado hoje aos clientes pela maioria das companhias aéreas. O problema realmente ganhou contornos agravantes a partir do pouso em Santiago. Mesmo com o excessivo número de funcionários, ninguém se mostrou capacitado no aeroporto para dar assistência ao passageiro em conexão. O desencontro de informações até para indicar o guichê correto para solução do problema transformou em martírio puxar malas de um lado para outro no meio de movimento intenso, até finalmente descobrir que o guichê responsável era o de número 76.

De lá veio a notícia que um próximo voo a Osorno só ocorreria dentro de 24 horas – e que não existiam alternativas para embarcar para locais próximos, mesmo que complementados por viagens por terra, pois esta situação não estava coberta pelos regulamentos em vigor. Traduzindo em miúdos, a empresa só concordaria em cobrir as despesas do atraso se mantido o percurso original.

Aqui cabe uma questão de bom senso: o que um sério programa de relações públicas de uma empresa faria para minimizar o transtorno causado pela própria deficiência de sua operação? Com certeza, junto com o pedido de desculpas, oferecer bom transporte a hotel de melhor padrão, e assegurar refeições satisfatórias.  Pois foi exatamente o contrário do que ocorreu.

Após longa demora por questões burocráticas internas, fui encaminhado a uma van coletiva, tipo pinga-pinga, que depois de inúmeras paradas para desembarcar outros passageiros, levou a um hotel não mau de todo, mas localizado em área decadente junto ao centro de Santiago. O restaurante informou que as refeições seriam diferenciadas, ou seja, piores que as do cardápio, visando se adequar ao curto budget disponibilizado pela LATAM.

No dia seguinte, de volta ao aeroporto, novas surpresas desagradáveis. Inicialmente, um atraso atribuído à falta de um piloto para comandar o avião à nossa frente. Uma hora depois, os passageiros começaram a embarcar, mas no meio do caminho foram parados para aguardar por mais meia hora em pé, até que uma contraordem os trouxe de volta à sala de espera. Mais uma hora, e a LATAM informou que devido a problemas técnicos a viagem seria realizada por outro avião, obrigando ao deslocamento para novo portão. Finalmente, o voo 247 decolou.

Uma última má impressão. Apesar da elegância do hotel Termas de Puyehue, em plena alta temporada, de estender por mais uma diária o dia perdido em Santiago, a LATAM não concordou em liberar os 40 dólares de penalidade para modificar o ticket para as 24 horas seguintes.

Pensando bem, faz sentido. Afinal, o que se poderia esperar de uma companhia aérea que transformou o lucro em meta maior que a própria satisfação dos seus clientes?


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“COMIDA DE AVIÃO”



Nosso colaborador gastronômico Fernando Canteras voou de Gol entre Congonhas e Belém em julho de 2016 e, como ele observou, exceto os biscoitinhos de trigo integral distribuídos de graça pela companhia, o resto que consta da foto abaixo foi todo comprado. O “combo” de sanduíche, batata e refrigerante custou por volta de 21 reais e foi pago em dinheiro, mas também é possível pagamento por cartão. “Paguei com dinheiro. Uma comissária serve o lanche e a outra mexe com o dinheiro, por questão de higiene.”


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CAIXA PRETA DE CAMÕES


“De acordo Philipe Figueiredo, diretor de vendas (...).”

(Fonte: Revista “2”, 2015

O que fizeram com o “com”?


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NOSSA EXCLUSIVA E SUPER FAMOSA
COLEÇÃO DE PÉROLAS VOADORAS!!!


(Erros da imprensa que capturamos por aí. Vamos contar somente os pecados, e não os pecadores, pois continuamos amigos de todos eles !!!!)



A Pérola da imprensa especializada em junho de 2012 (revista “4”)

“(...) foi o americano Glenn Curtis quem ganhou a corrida (...)”


O nome correto desse pioneiro da aviação é Glenn Curtiss. Favor respeitar!



A Pérola da imprensa especializada em fevereiro de 2016 (eles ocultam, mas nós sabemos a data!)(revista “2”)

“O que se vê na aviação certificada executiva ou comercial está disponível a um custo muito mais baixo para a  aviação leve e experimental.”


Não tem nada de errado nessa frase. O que acontece é que a revista adotou – e divulgou amplamente essa decisão – de que passaria a chamar a “aviação executiva” de “aviação de negócios” há bastante tempo e, mesmo assim, um dos colaboradores redigiu o texto usando a denominação anterior: ou se trata de OUTRA aviação que não a de “negócios”?



A Pérola da imprensa especializada em março de 2016 (eles ocultam, mas nós sabemos a data!)(revista “2”)

 “A primeira geração dos aviões comerciais surgiu na década de 1940, logo após o fim da Segunda Guerra, mais precisamente em 1949, quando o de Haviland Comet inicia seus voos regulares.”


E os Junkers JU-52 3m, Ford Trimotor, os diversos Clippers da Pan American e vários outros, anteriores à década de 1940 e todos eles a pistão mas com uso comercial por inúmeras companhias aéreas?
Aliás, de Havilland se escreve com dois LL!

Observação: se o intuito da matéria era falar apenas dos aviões a jato, isso não foi deixado claro.



A Pérola da imprensa especializada em maio de 2016 (revista “1”)

 “1980 – Fundação da Helibras, única fabricante latino-americana de helicópteros.”

Na verdade a Helibras, da qual temos que nos orgulhar muito, foi fundada em 14 de abril de 1978. 



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VALE A PENA LER DE NOVO

De: CAIXA PRETA # 53 / março, abril e maio de 2007

AS AVENTURAS DE VOAR EM COMPANHIAS NORTE-AMERICANAS...

...COM PASSAGEIROS NORTE-AMERICANOS...

Flatulência em avião acaba em pouso de emergência nos EUA


NASHVILLE, Estados Unidos - Um vôo da companhia American Airlines foi forçado a fazer um pouso de emergência na manhã da última segunda-feira, 4 (de dezembro de 2006), depois que uma passageira acendeu alguns fósforos para disfarçar o cheiro de uma flatulência, disseram autoridades.
O vôo direcionado a Dallas foi desviado para Nashville após vários passageiros terem sentido o cheiro de enxofre queimado dos fósforos, disse Lynne Lowrance, porta-voz da Autoridade Aeroportuária Internacional de Nashville. Todos os 99 passageiros e cinco membros da tripulação foram retirados do avião e vistoriados, enquanto a aeronave e as bagagens eram vasculhadas.
O FBI interrogou uma passageira que admitiu ter acendido os fósforos na tentativa de esconder o "odor corporal", disse Lowrance. A passageira disse ter uma condição médica especial, disseram autoridades.
"É hilariante de certa forma, mas eu sinto pena da pessoa também", disse Lowrance. "É incomum alguém tomar estas medidas para encobrir um cheiro ruim".
O vôo decolou de novo, mas a mulher não foi permitida de volta a bordo. Ela não foi identificada nem sofreu acusações pelo ocorrido.

... E COM PASSAGEIROS BRASILEIROS!

Teje preso!


(Fonte: Radar News)
Em um vôo da Delta Air Lines, dois jovens brasileiros agrediram, na noite de domingo (17 de dezembro de 2006), uma das comissárias que trabalhava no vôo da Delta Airlines que decolou de Atlanta, com destino a São Paulo. Segundo a companhia aérea, o jovem estudante Philipe de Paula, 20 anos de idade e outro não identificado, estavam incomodando os passageiros, aparentemente embriagados. Foram repreendidos pela comissária de bordo, não gostaram, agrediram a funcionária da companhia aérea. A aeronave que decolara às 19h30 de domingo teve que pousar no aeroporto de Miami para que os envolvidos na confusão pudessem ser retirados do avião e prestassem depoimento ao FBI. Philipe de Paula foi liberado e o outro jovem continua preso para maiores averiguações.  Todavia, de Paula, que viajava para o Brasil, onde pretendia passar as férias de fim de ano com a família, prossegue "groundeado" em Miami, uma vez  que a empresa de transporte aéreo norte-americana recusou-se a providenciar a sua volta ao Brasil em uma de suas aeronaves. A Delta Air Lines justifica-se assegurando que: "por ter infringido a Lei, que proíbe consumo de bebida alcoólica por menores de 21 anos, e ter causado transtorno e perigo a bordo, o brasileiro Philipe de Paula não voará mais em aviões da empresa Delta Air Lines. E agora, José, ou seja, Philipe? Quem vai trazê-lo de volta ao Brasil? E quem é o colega dele que continua detido pelas autoridades federais norte-americanas, com o passaporte apreendido? É meus amigos, lá a coisa é outra. Não devolvem o passaporte assim com tanta facilidade para quem apronta...  (Notícia enviada pelo colaborador do Radar News em Brasília, Pedro Torre)




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 “CAPAS”


Algumas capas de revista de aviação que se destacam por si só ou trazem homenagens históricas. Colabore você também enviando aquelas de que mais gosta!



Agosto de 1978, com destaques sobre o Lockheed L1011 (Tristar) da Pan American, a Suricam Airways e o Navajo 820 da Embraer, entre outras reportagens.




Junho de 2002. A revista de bordo da Lufthansa destaca na capa e em reportagem interna o futebol no Brasil


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CAIXA COR DE ROSA

O texto a seguir consta da contra capa do meu recém-lançado livro “A Ás”:

Um dia a aviação comercial foi muito machista. Por isso que Lucy Lupia Pinel B. A. de Pinho brigou tanto para ser reconhecida... tardiamente. Sua licença de Piloto de Linha Aérea, a mais alta qualificação oficial de um aeronauta civil no Brasil, só foi emitida no ano 2000, retroagindo para 1976. Nesse ínterim, reinou como pioneira Elizabeth Graciela dos Santos, cuja licença foi emitida em 1979. Embora a contribuição de ambas tenha sido inegável, nenhuma das duas trabalhou como PLA na aviação comercial regular brasileira.
Depois delas, em 1986, Arlete Ziolkowski tornou-se PLA e também a primeira mulher piloto da América Latina a operar uma aeronave Boeing 737-200. Ela só se tornou comandante, na Vasp, 15 anos depois. Em 1995, Claudine Melnik  tornou-se, oficialmente, a primeira comandante brasileira de linha regular voando turbo-hélices na Brasil Central, empresa pertencente à TAM. Quase em seguida, Carla Roemmler, foi promovida a comandante na Vasp, a primeira mulher brasileira comandando jatos comerciais.
Cada uma dessas mulheres, além de várias outras, do passado e do presente, acrobatas, inclusive, são homenageadas neste livro e personificadas em apenas uma mulher pioneira, em um ambiente de ficção com desafios semelhantes aos que todas elas, em menor ou maior grau, já enfrentaram ou ainda enfrentam. Assim, convido meus leitores a participar, com este romance, das aventuras desta incrível comandante, cujo amor à aviação superou as mais inimagináveis barreiras! Boa viagem!
A autora.

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 “Sites úteis”

Aero Canteras é o canal no Youtube do professor de idiomas, piloto e entusiasta de aviação Fernando Canteras (que também é nosso colaborador gastronômico) com suas viagens pelo Brasil e América do Sul. A variedade é enorme, viaje com ele!


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– “PENSAR PARA VOAR” –

 (PENSAMENTOS E FRASES RELACIONADOS À AVIAÇÃO)


“Cada avião tem suas particularidades. Não existe avião mais difícil ou mais fácil. Todos têm seu grau de dificuldade que os pilotos devem conhecer.” (Cmte. Miguel Angelo Rodeguero, especialista em segurança de voo)


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A PERGUNTA DO MÊS


Quem poderá responder a essa indagação?

“Afinal, será que foi o mágico David Copperfield que fez desaparecer o A300 do Aeroporto de Guarulhos?”


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Resta ainda sabermos:

= Chegar para embarque em Congonhas e Santos Dumont nos horários de pico duas horas antes do voo será o suficiente devido às novas regras de segurança estipuladas pela ANAC e que começaram a valer em 18 de julho? E ficar 2 h  na fila para um voo de menos de uma hora, como entre as duas capitais(SP e RJ)  não dá, né?

Colabore conosco e dê seu depoimento, por ter voado entre SP e RJ?

= O que aconteceu, afinal, ao Boeing 777 da Malaysia Airlines que cumpria o voo MH370 em 8 de março de 2014?
= Com a incorporação da Secretaria de Aviação Civil ao Ministério dos Transportes no governo Michel Temer, o Programa de Desenvolvimento da Aviação Regional, o PDAR, vai enfim começar na prática?
= Será que o GRU Airport vai conseguir honrar antes do final da concessão a dívida bilionária que tem com o Governo Federal e já anunciou que não tem como pagar (pelo menos não agora)?
Dê sua opinião!


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N O V I D A D E S  E  R E G I S T R O S


Veja na Edição 91 (junho/julho de 2016) da revista ASAS minha matéria sobre o aeroporto  Knuffingen, do mundo miniatura de Hamburgo (Alemanha).




(Foto: Solange Galante)


Também podem ser conferidas nas edições:...

No. 523 (abril de 2016) da Flap Internacional minha reportagem sobre a  aviação regional brasileira



(Foto: DAESP)



No. 525 (junho de 2016) da Flap Internacional minha reportagem sobre o mercado de helicópteros e suas missões parapúblicas.




(Foto: Rosvalmir Afonso Delagassa)

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Veja o texto da Lei EM VIGOR em:




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