segunda-feira, 17 de julho de 2017

Ephemérides

"EPHEMÉRIDES": O QUE ACONTECEU, E COMO ACONTECEU.


17 DE JULHO DE 2007

(por: Solange Galante, texto e fotos)


Não vou colocar fotos da cauda do avião A320 PR-MBK sobressaindo entre a destruição e a desintegração de metal e corpos no prédio da TAM Express. Prédio, aliás, em cuja inauguração, muitos anos antes, eu estive, e cuja grande fachada com o nome TAM em letras vermelhas eu gostava de ver e fotografar quando estava sentada à direita de um avião e a pista em uso era a 17R, em minha aproximação para pouso em Congonhas.

Quero colocar uma foto do Memorial 17 de Julho, poucos dias após sua inauguração, em 2012. Um local lindo, e de paz. Infelizmente, hoje deteriorado.



MAS...

Quero também falar sobre essa triste lembrança de 17 de julho...

Naquele dia, em 2017, eu tinha tido uma discussão com minha mãe pela manhã. Ela andava estranha, arisca demais para seu normal, e eu mal sabia eu que isso era sintomas de uma preocupação dela com uma doença que ainda não sabia (sabíamos) que ela tinha.
Assim, de cabeça quente, fui a uma longa reunião de trabalho com uma pessoa bem difícil.
Com essa cabeça cheia de inconformismos, regressei ao lar, ainda chateada.
Minha mãe, na sala, vendo a TV. Era o programa do Luís Datena. Não a cumprimentei.
No meu quarto, liguei a minha TV, pois eram quase 19 h e logo começaria o telejornal SPTV, que eu procurava sempre ver. Mas, como ainda não começara, coloquei um pouco no canal do programa do mesmo Datena.
Em dado instante, ele falou que o Cmte. Hamilton, em seu helicóptero, flagrava um incêndio em um posto de gasolina perto de Congonhas. Logo, as imagens foram ao ar. Como procuro gravar tudo que envolve aviação, mesmo indiretamente, pus para funcionar o videocassete.
De repente, minutos depois, o Datena comentou que aquele escombro que sobressaía entre o fogo e fumaça intensos sendo combatidos pelos bombeiros parecia uma cauda de avião... mas ele mesmo declarava que não queria afirmar isso antes de ter certeza. E nem o Cmte. Hamilton ainda tinha essa certeza, lá do alto da aeronave dele. Mas o apresentador insistia que era muito parecido com uma cauda de avião.
Tive a ideia de ligar para o celular de meu amigo e colega, o jornalista Daniel Lian, da Rádio Jovem Pan, que costumava cobrir assuntos de aviação.
Ele mal atendeu – com certeza reconheceu o meu número de celular no dele – e, como se lesse meus pensamentos, disse instantaneamente ao atender: "É um avião sim! Um avião da TAM!"
A partir daí, o assunto desviou o foco do meu pensamento e até quebrei o gelo para com minha mãe, pois comentaríamos o desastre, inclusive com meu pai.
O resto, enquanto eu passei a gravar todos os noticiários posteriores, é de conhecimento de todos.
No entanto, minha mãe era vidente e, em dezembro daquele mesmo ano, logo após a implosão do que restou do prédio da TAM Express, passamos lá por perto. Era engraçado para mim passar perto de onde estava o posto de gasolina que era vizinho da TAM Express, onde antes era difícil de se atravessar a rua porque o posto mantinha um painel enorme com os preços dos combustíveis, tampando a visão do pedestre sobre o trânsito, e eu odiava isso... 
Diante da cena trágica, dos escombros do prédio ainda não retirados totalmente do local, minha mãe ficou muito surpreendida, mais até do que diante de outras visões que ela já havia tido e cuja reação eu presenciara.
Minha mãe disse que via claramente a cena do avião em chamas e as pessoas gritando e querendo sair de lá. Uma delas, minha mãe disse, era uma outra mãe, procurando desesperadamente pela filha.
No mês seguinte, janeiro de 2008, estávamos em casa quando a minha mãe me disse, já com uma expressão plácida, bem diferente daquela tarde de dezembro, que havia visto aquela mesma mãe do local do acidente, aqui em casa, mostrando-se aliviada por ter finalmente encontrado a filha dela.
Jamais soubemos quem eram.

E hoje, 10 anos desde a tragédia, além da minha homenagem às vítimas e parentes das vítimas e meu repúdio aos culpados não punidos, apenas mantenho a minha pergunta jamais respondida desde então e ao longo dessa década:

"Afinal que foi falado naqueles cerca de 20 minutos de transcrição de Cockpit Voice Recorder (CVR, ou seja, caixa preta de voz) jamais divulgados para a imprensa?"

Pense nisso...

sábado, 8 de julho de 2017

Ephemérides

NOVA SESSÃO:
"EPHEMÉRIDES": O QUE ACONTECEU, E COMO ACONTECEU.

9 DE JULHO DE 1997


(por Solange Galante; Foto: reprodução)


Era dia 9 de julho, feriado estadual, uma quarta-feira.
Apesar do denso nevoeiro, subi até o topo do prédio onde eu residia, no bairro do Campo Belo, em São Paulo. Como meu pai era zelador do prédio, eu tinha esse privilégio... Lá, eu costumava tomar sol... ou simplesmente, ver o Aeroporto de Congonhas que, em linha reta, ficava a apenas 1 km de distância.

Chegando lá ao topo, apenas as antenas coletivas e para-raios acima de mim, constatei que não daria mesmo para ver o aeroporto. Mas tive a esperança de que o teto abrisse logo, para eu poder fotografar as aeronaves sobre a pista, como eu costumava fazer com o auxílio de uma lente de 300 mm.

Impossibilitada de ver o aeroporto, eu, pelo menos, podia ouvir o aeroporto: um rádio scanner VHF me permitia ouvir as frequencias aeronáuticas, e minha opção, naquela manhã, foi ouvir a Torre São Paulo.

Foi então que, em dado instante, flagrei o controlador de voo pedindo para um avião aguardar um pouco mais na pista antes de iniciar a decolagem  porque um carro do corpo de bombeiros do aeroporto iria cruzar a pista.

Fiquei encafifada: "Se tem bombeiros, será que tem alguma emergência no aeroporto?"

Foi tudo o que ouvi, mas, descendo logo de volta para casa porque a visibilidade ainda me impedia de ver o aeroporto, lá embaixo minha mãe me disse quer ouvira no rádio que havia acontecido alguma coisa com um avião da TAM.

Foi o pontapé inicial para eu saber de mais coisas pela TV e rádio, a partir de então.

O que havia acontecido?

Naquela manhã de julho de 1997 um Fokker 100 da TAM havia sofrido uma explosão, supostamente causada por bomba em seu interior. E pousara em Congonhas com um enorme buraco na fuselagem. Uma vítima fatal:um passageiro que havia sido ejetado para fora do avião, e outros, feridos.
Nos dias que se seguiram ao acontecimento a enxurrada de reportagens a respeito em todas as  mídias foi grande. Até que se começou a achar um culpado, o Professor Leonardo de Castro, também ferido levemente no sinistro do avião e, dias depois, estranhamente atropelado por um ônibus em uma avenida muito importante de São Paulo.
Depoimentos de passageiros e tripulantes, perícias na aeronave, investigação do passado de algumas vítimas, inclusive a fatal e, finalmente, relacionou-se todas as evidências que apontavam para o culpado Leonardo de Castro, que convalescia dos ferimentos causados pelo ônibus que o atropelou.
Alguns anos depois, ainda sem condições de falar ou andar direito, Leonardo, amparado por um habeas corpus que não chegou a ser usado, passou a viver em Divinópolis (MG) com parentes .e o processo foi engavetado devido às condições físicas do réu.
Quanto ao avião, o PT-WHK, foi restaurado pela TAM em São Paulo mesmo, voltou a voar e, ao deixar a TAM, passou por outras empresas aéreas e hoje voa na Europa.


E hoje, exatamente 20 anos depois, o caso parece ter sido apagado da memória da população brasileira, que acompanhara as investigações com tanto interesse.



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quinta-feira, 29 de junho de 2017

Livros de aviação

“LIVROS DE AVIAÇÃO”

Vamos além de uma resenha. Apresentamos livros e indicamos onde podem ser conseguidos!




VANT E DRONES - A AERONÁUTICA AO ALCANCE DE TODOS
Luiz Munaretto


Livro sobre um tema que está muito atual. Procura desvendar esse segmento da aeronáutica, citando sua história no Brasil e no mundo, legislação internacional e nacional, classificação, arquitetura e componentes, como entender o mercado em que essa máquinas atuam, enfim, praticamente tudo sobre eles. Só faltava ganhar um drone como brinde, rs
O autor é piloto de caça, de provas e instrutor de voo.
O livro já está na segunda edição.
Em português, repleto de ilustrações
2017 (2a. edição)
176 páginas
21cm X 15 cm
Brochura
Capa mole


Onde pode ser adquirido?

Contatando diretamente o autor:
munaretto_luiz@ig.com.br
Valor: R$ 70,00 (correio incluído)

sábado, 10 de junho de 2017

Plantão Caixa Preta

AZUL APRIMORA, NA UNIAZUL,
SEU TREINAMENTO DE PILOTOS
PARA A FROTA AIRBUS A320.



(texto: Solange Galante/assessoria da Airbus)
(fotos: Solange Galante, exceto onde especificada outra autoria)

O dia 8 de junho ficará marcado, em especial para a Azul Linhas Aéreas Brasileiras, pela inauguração do primeiro Centro de Treinamento da Airbus na América do Sul. Localizado na UniAzul (Universidade da Azul), em Campinas (SP), do lado do Aeroporto Internacional de Viracopos, e com a instalação de um simulador FFS de Airbus A320, o Airbus Brazil Training Centre (ABTC) permitirá à gigante da indústria aeronáutica aumentar sua estrutura de treinamentos. É o segundo centro de treinamento da América Latina, se considerarmos também o da Cidade do México.
A cerimônia foi presidida por Fabrice Hamel, vice-presidente global dos centros de treinamentos e serviços aos clientes da Airbus; Arturo Barreira, vice-presidente de vendas para América Latina e Caribe; Antonoaldo Neves, presidente da Azul Linhas Aéreas, e contou ainda com a presença do diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), Ricardo Bezerra. A data marca também o primeiro aniversário da decisão da Azul de utilizar o “Training by Airbus” para oferecer treinamentos e cursos em simuladores de voo para a família A320.
O acordo de 12 anos firmado pela Azul com o “Training by Airbus” inclui mais de 70 mil horas de treino de voo, além da já citada instalação de um simulador de voo completo para o A320 na UniAzul. O ABTC agora conta com o pacote completo de equipamentos para o treinamento de pilotos para aquele equipamento narrowbody, incluindo um Airbus Pilot Trainer. Os pilotos da Azul vêm realizando os treinamentos no ABTC desde novembro de 2016. Agora, com o simulador, a Azul supre toda a demanda de seus pilotos nesse equipamento e ainda recebe pilotos da Avianca Brasil, que também utiliza o A320.
“Estamos felizes em ver o estabelecimento do Airbus Brazil Training Centre como referência para o trabalho junto às autoridades da aviação e às maiores companhias aéreas em todo o país. Ele será um centro de excelência para América do Sul”, afirmou Fabrice Hamels.


A Airbus vem oferecendo treinamento para a região primariamente por meio de sua base em Miami. Os centros no Brasil e no México ajudarão a empresa a sustentar o crescimento de longo prazo dos mercados em expansão, como o Brasil, especialmente diante das previsões do Airbus Global Market Forecast, que indicam um crescimento anual de cinco por cento na demanda por treinamentos na América Latina nos próximos 20 anos, com a necessidade de treinamento de 80 mil novos pilotos e técnicos.
O simulador instalado na UniAzul tem capacidade para treinar 600 pilotos ao ano. O investimento da Airbus foi de US$ 7 milhões, mas seus v-p ressaltaram que o investimento em seres humanos é muito mais valioso.


O “Training by Airbus” assegura um início de operações sem dificuldades para as aeronaves e oferece suporte e atendimento ao longo de toda a vida operacional da frota da Airbus. Ele também oferece treinamentos localmente para seus clientes graças às soluções móveis e os recursos de e-Training.
Com mais de mil aeronaves vendidas e um backlog de cerca de 450, quase 650 aeronaves Airbus estão em operação em toda a América Latina e Caribe. Desde 1990, a Airbus tem recebido mais de 60 por cento de pedidos líquidos na região e, nos últimos 10 anos, a Airbus triplicou sua frota em operação.
A Azul tem encomendados 63 aeronaves A320 até 2023.

NÃO SÓ PILOTOS



A Azul não treina somente pilotos na UniAzul. Comissários, mecânicos e até agentes de aeroportos e de cargas passam por sua Universidade Corporativa. Em maio, a companhia ampliou a oferta de cursos para os Tripulantes de solo que trabalham nas áreas de Aeroportos e Cargas – a empresa, desde seu início, chama de “Tripulantes” absolutamente todos os seus funcionários. Ela criou mockups  simulando as áreas nos aeroportos para atividades práticas na UniAzul para o treinamento exato de como é o dia a dia das operações de atendimento nas modalidades Check-in e Terminal de Cargas. A ideia surgiu da necessidade aprimorar as competências dos Tripulantes na prática e permitir uma vivência da rotina e de diferentes situações encontradas no atendimento ao Cliente, antes mesmo de assumirem seus postos na linha de frente. O mockup de Aeroportos está sendo usado inicialmente para a formação de novos agentes de Aeroportos, mas no futuro ele também poderá ser aplicado em treinamentos específicos. Já a Azul Cargo Express tem um espaço que representa um Terminal de Cargas. Ali, todos os procedimentos podem ser praticados até chegarem à perfeição. (fotos abaixo, crédito "divulgação da Azul").




terça-feira, 6 de junho de 2017

Plantão Caixa Preta

RECOMENDAMOS ESTE AVIÃO PARA SER ENQUADRADO NA OPERAÇÃO LAVA-JATO!!!!!





(Flagrado em 31 de maio passado, no Galeão)

segunda-feira, 5 de junho de 2017

COMIDA DE AVIÃO

COMIDA DE AVIÃO!!!

Na semana passada estivemos no Rio de Janeiro (via Galeão). O voo de ida foi o O6 6284 da Avianca Brasil, que partiu de Congonhas às 7h25min do dia 31 de maio com a aeronave PR-OCV (Airbus A320). A todos os passageiros que desejassem foi serviço um lanche quente: pão com parmesão na massa recheado com peito de peru. Estavam disponíveis refrigerante Guaraná Antártica, sucos de laranja ou caju e goiaba (este diet), além de café e água.



Já o nosso voo de volta, no mesmo dia, foi o JJ 3202 da Latam Brasil, decolando do Aeroporto do Galeão às 14h com a aeronave PR-MYK, também um A320.
Eis o serviço de bordo.


Ou seja, só bebidas, limitadas a Pepsi Cola ou suco de laranja e água.

O interessante é que em mairço passado também voei Latam para o RJ, mas pousando no Aeroporto Santos Dumont, e a empresa ofereceu sanduíche (frio) integral com peito de peru, além das bebidas, conforme foto abaixo:



A pergunta: por que a empresa prefere agradar só quem desembarca no centro do Rio e não na Ilha do Governador?

segunda-feira, 29 de maio de 2017

PÉROLAS VOADORAS!

NOSSA INESTIMÁVEL COLEÇÃO DE PÉROLAS VOADORAS!!!

Em nova fase, nossa coleção de "Pérolas Voadoras" vai  contar os pecados e também os pecadores !!! Vai ter fila pra se confessar com o Papa!

Hoje a "pérola" é do Jornal Hoje, cuja repórter em Brasília disse hoje mesmo, ao vivo:

"O Presidente Michel Temer chegou no Planalto depois das 10h30 da manhã (...) Depois Temer tratou da concessão de quatro aeroportos: Fortaleza,  Salvador, Porto Alegre e Santa Catarina."

Pergunto: Santa Catarina é cidade ou estão sendo concessionados todos os aeroportos do estado?

terça-feira, 23 de maio de 2017

PÉROLAS VOADORAS!

NOSSA INESTIMÁVEL COLEÇÃO DE PÉROLAS VOADORAS!!!

Em nova fase, nossa coleção de "Pérolas Voadoras" vai  contar os pecados e também os pecadores !!! Vai ter fila pra se confessar com o Papa!

Hoje a "pérola" não é de um jornal, revista,rádio, TV ou site jornalístico, mas da página na internet da companhia aérea Latam, creditado, talvez ao seu marketing ou assessoria de imprensa.

Não importa quem fez a descoberta! O importante é que a Latam Airlines descobriu que o Boeing 767F (os dela, especialmente) são os maiores aviões bijatos do mundo!

Ou seja: deixaram o Boeing 777 (também conhecido como Triple Seven) no chinelo!

Retiraram a pérola do site da empresa (para onde o link via Facebook redireciona o internauta) mas ele permaneceu no Face...

Na foto abaixo, a pérola e o comentário de Rafael Peres, nosso colaborador, a quem agradecemos o flagrante! 😄



segunda-feira, 22 de maio de 2017

Plantão Caixa Preta

"DUBLÊ" DE GLOBOCOP

Não é ele mas... é "ele"! Provavelmente o Globocop oficial de São Paulo (PR-HTV) está em manutenção programada pois quem vem sobrevoando Sampa para captar imagens para a TV Globo tem sido o PP-JJJ, ambos pertencentes à Helisul (desde o pioneiro PT-HLU, um dos helicópteros mais voados do país).
Pessoalmente, gosto mais da pintura do HTV: volte logo!!!

(Foto: Solange Galante)


terça-feira, 16 de maio de 2017

MATÉRIA ESPECIAL - FLASHBACK

APÓS 40 ANOS DO ACIDENTE DE TENERIFE, APRESENTO MINHA MATÉRIA
QUE FOI PUBLICADA NA REVISTA AERO MAGAZINE EM 2001






sexta-feira, 12 de maio de 2017

SPEECH

CONHEÇA A CADA VEZ MAIS FAMOSA
SOLANGE AIRWAYS!!!

O programa "Aero Por trás da Aviação", por meio da equipe da Singular Filmes, veio conhecer a minha "companhia aérea", criada para receber amigos e visitantes importante em meu humilde lar. Confira o resultado neste vídeo muito bem produzido pela turma do Fernando De Borthole no canal do programa no Youtube!!! E não esqueça, é claro, de lá deixar seu "like" ou deixar seus comentários aqui na Caixa Preta!




quarta-feira, 10 de maio de 2017

Plantão Caixa Preta

V Encontro de Jornalistas e Escritores de Aviação

Participe!


Uma iniciativa da Associação dos Pioneiros e Veteranos da Embraer

A Diretoria Cultural da APVE realizará o V Encontro de Escritores e Jornalistas de Aviação – Fomento à Cultura Aeroespacial nos dias 1, 2 e 3 de junho de 2017, na própria APVE.

O Encontro tem o objetivo de reunir o maior número de escritores e jornalistas ligados ao setor aeroespacial, para dar visibilidade às suas publicações, tanto de cunho literário como jornalístico.

O evento é gratuito e aberto para todo o público (dias 2 e 3).

A APVE fica na Alameda Cândido Márciano Leite, 88 - Vila Betânia, São José dos Campos - SP



CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA:

2 de junho - das 14h às 15h30
Painel:As mulheres no setor aeroespacial

2 de junho - das 16h30 às 18h
Mesa-redonda:Produção e comercialização de livros no Brasil

3 de junho - das 10h às 11h
Palestra:A exploração espacial – aplicabilidade, satélites e a sua importância para o desenvolvimento do Brasil.

3 de junho - das 11h30 às 13h
Painel:Vants e drones, sua inserção no espaço aéreo, regulamentação e formação de pilotos, importância para a sociedade e ética na aplicabilidade.

3 de junho - das 14h30 às 16h
Painel:Pilares do Desenvolvimento Aeronáutico - Indústria, ensaios em voo, certificação, investigação e experiências da aviação comercial.


Inscreva-se! Mais informações pelo telefone (12) 3925-5209.

terça-feira, 9 de maio de 2017

DEU N@ INTERNET

A CADA VOO, A UNITED AIRLINES SE SUPERA!!!


(United Airlines apologizes after sending woman to San Francisco instead of Paris)

(fonte: http://www.businessinsider.com/united-sends-woman-to-san-francisco-instead-of-paris-2017-5?utm_content=buffer664bf&utm_medium=social&utm_source=facebook.com&utm_campaign=buffer-bi)

A passageira Lucie Bahetoukilae queria ir para Paris e embarcou no aeroporto de Nova Jersey, pela United Airlines (a mesma do United Breaks Guitars, passageiros retirados a força do avião após overbooking e outros casos pitorescos). Ela seguiu para o portão de embarque marcado em seu cartão e não foi avisada que o portão tinha sido mudado, muito menos seu cartão de embarque, que foi escaneado, foi analisado antes dela entrar na aeronave. Uma vez a bordo, percebeu que havia outra pessoa em seu assento, mas a comissária colocou Lucie em outra poltrona (nem percebeu o detalhe "destination" no cartão) e logo partiram. Ela, porém, nem saiu dos Estados Unidos e, ao desembarcar, viu que estava em... San Francisco!!!
Com isso, a United teve que despachar a passageira – que só falava francês – para onde ela realmente queria ir, e ela chegou ao aeroporto Charles de Gaulle singelas 28 horas depois de ter pisado, a contragosto, na Califórnia. (por Solange Galante)


segunda-feira, 8 de maio de 2017

Livros de Aviação

“LIVROS DE AVIAÇÃO”

Vamos além de uma resenha. Apresentamos livros e indicamos onde podem ser conseguidos!




AEROCLUBE DO ESPÍRITO SANTO 1939-2014 - 75 ANOS DE HISTÓRIA
Alfredo Cesar da Silva


Livro editado em 2014, com bela diagramação, repleto de fotos – sendo que seu formato grande facilita a visualização das imagens maiores – e que é um documento importante da vida de um de nossos aeroclubes sobreviventes.
 
Em português, repleto de ilustrações
2014
288 páginas
30 cm X 21,5 cm
Brochura
Capa mole


Onde pode ser adquirido?

Contatando diretamente o autor ou o aeroclube:
(27) 3227-3314 / 99273-2561 - meus.
(27) 3260-1136 - Aeroclube do Espírito Santo

sábado, 6 de maio de 2017

Diretamente dos nossos "Archivos"

CONSTRUA VOCÊ MESMO SEU DEMOISELLE!!!

Em 1986, comemorando os 80 anos do voo do 14Bis, a hoje extinta mas excelente e saudosa revista Aviação em Revista publicou sete plantas do famoso avião de Alberto Santos=Dumont, antes publicadas na famosa revista norte-americana Popular Mechanics.



Com a importante observação: construa, mas não use sua réplica  para voar! Hoje em dia, é necessário muito mais que uma planta para se navegar pelos céus com toda segurança! Fique esperto!








sexta-feira, 5 de maio de 2017

Diretamente dos nossos "Archivos"

VOCÊ SE LEMBRA DA PANAIR DO BRASIL?

Ainda ontem eu me questionava: até quando nos lembraremos da Varig, Vasp, Cruzeiro e Transbrasil, as quatro grandes das décadas de 1970 e 1980? As novas gerações de entusiastas da aviação, em sua maioria, nem se interessam em saber a história delas. O que é uma pena.

E da Panair do Brasil e sua polêmica falência, você se lembra?

O colecionador Marcus Duarte, de Macaé (RJ) me presenteou com essas fotos da chegada dos Douglas DC-8 à companhia, no final da década de 1950. segundo ele, a moça com óculos "gatinho" (da moda da época) era sua madrinha Janete Pacheco Dias, que chegou a ser aeromoça por algum tempo. Mas ele não conhece as demais pessoas.
Você conhece alguém da foto? Dê seu testemunho para a gente! Vamos reviver a aviação antiga!




sábado, 29 de abril de 2017

PÉROLAS VOADORAS!

NOSSA INESTIMÁVEL COLEÇÃO DE PÉROLAS VOADORAS!!!

Em nova fase, nossa coleção de "Pérolas Voadoras" vai contar os pecados e também os pecadores!!!


Confundir bimotor com monomotor é muito comum na aviação não especializada. Mas, quando acontece isso com a  aviação especializada... hum... que feio! 

Em não mais que 20 segundos, olhando para a foto (onde não se vê o segundo motor) e com a matrícula N630AW (que se vê na mesma foto) avaliamos que a aeronave é, na realidade, um modelo DA20-C1 (e jamais um DA-42 Twin Star). Ah, a edição da Aero Magazine é de maio de 2013 (embora eles não coloquem, até hoje, o mês e ano na edição), já existia Mr. Google pra ajudar a tirar qualquer dúvida!


***Colabore você também nos enviando "pérolas" da imprensa escrita,
de rádio, TV e internet!***

terça-feira, 18 de abril de 2017

***Colaboração***

ALÉM DA CABOTAGEM:
A DESNACIONALIZAÇÃO DA AVIAÇÃO CIVIL BRASILEIRA

(Foto: Solange Galante)



Por Marcelo Duarte Lins*

A abertura total do capital estrangeiro que saiu de 20 % para 100% nas empresas aéreas brasileiras vai muito além da cabotagem pura.
É sempre bom lembrar que os EUA permitem 25% e a União Europeia, 49%, no máximo, de capital estrangeiro nas suas empresas aéreas. Por que será?
São pouquíssimos os países no planeta que desnacionalizaram suas empresas aéreas. Entre eles temos o Chile, Colômbia, Singapura e Austrália.
Nenhum deles tem dimensões territoriais e características socioeconômicas semelhantes com as do Brasil.
Sem falar do problema de soberania nacional com questões de nossas cidades isoladas, fronteiras, invasões de terra e narcotráfico.
O que o governo Temer fez foi entregar o quarto maior mercado doméstico de aviação do mundo de mão beijada. Em outras palavras, promoveu muito mais do que a nona Liberdade do Ar, que trata do direito de cabotagem pura.
Neste sentido vale revisitar o artigo "Apagão aéreo e a entrega do estratégico setor aéreo ao domínio estrangeiro", que escrevi em 2006 juntamente com a jornalista Sônia D' Azevedo, publicado em alguns meios de comunicação.
Passado mais de uma década, hoje eu só trocaria a sigla CPI pela expressão "Operação Lava Jato".

"Além da desorganização, em todos os níveis, o que assistimos hoje, na aviação civil brasileira, é o desrespeito, em grau máximo, aos cidadãos-contribuintes – que pagam caro pelos serviços que não recebem – e aos trabalhadores do nosso setor aéreo – cujos postos de trabalho têm sido paulatinamente ceifados ou aviltados, num processo de desmonte jamais visto anteriormente no país. Ironicamente, tal ocorre quando temos um governo dos Trabalhadores, cuja atenção deveria estar focada na geração de empregos formais, no bem-estar social dos cidadãos e no cumprimento dos Direitos Trabalhistas.
Do desaparecimento da Varig, empresa 100% nacional, geradora de milhares de empregos e fonte de captação de divisas no exterior, à bagunça em que se transformou o controle do tráfego aéreo brasileiro, todas as etapas desse processo de degradação nos levam a uma análise do que vem ocorrendo em todos os setores industriais, a partir dos anos 70/80, quando a “Nova Ordem Mundial” instituiu o neoliberalismo econômico como filosofia e a desregulamentação do mundo do Trabalho como ação estratégica. Em sua essência, o neoliberalismo prega a “precarização” do universo do trabalho. Nesta corrente de pensamento, trabalhadores são intitulados “colaboradores” ou “parceiros”; salário é chamado de “remuneração”; horas extras vão parar num “banco de horas”, sendo trocadas por brindes de final de ano; direitos e indenizações trabalhistas desaparecem por meio de contratos de “terceirização” ou, quando cobrados, esbarram em leis de última hora que não apontam quem os pagará. É o homem explorando o homem e agindo, deliberadamente, para extinguir os últimos vestígios de Humanidade e Justiça nos ambientes de produção laboral. Desregulamentar os setores produtivos é o passo principal deste processo. 

Desregulamentação

No final dos anos 1970, os Estados Unidos iniciaram a desregulamentação de seu setor aéreo, estimulando o que chamavam de “política de céus abertos”. Permitiram, assim, a proliferação de companhias low cost (baixas tarifas), a contratação temporária da mão-de-obra de baixa qualificação por salários vis, e instituíram a concorrência predatória numa indústria cujo objetivo prioritário deve ser a segurança dos usuários. Em menos de dez anos, surgiram e desapareceram dezenas de companhias. E, com elas, dezenas de milhares de empregos. Nada, porém, que intimidasse a “maior economia do planeta”, visto que a mão-de-obra, já em si não regulamentada, rapidamente era absorvida por outros setores. O Brasil, “aberto” desde sempre às novidades globais, encantou-se com a política neoliberal e elegeu a navegação para experimentar o veneno. Ainda nos anos 1980, enquanto ostentava o título de “8ª economia mundial”, nosso país entregava sua marinha mercante a preço vil, começando pelo desmonte deliberado do Lloyd Brasileiro. Empresa estatal centenária, da noite para o dia o Lloyd foi transmutado, por ordem de nossos governantes, num mamute a ser extinto a qualquer custo, para que empresas privadas obtivessem mais lucro. Engano. O fim do Lloyd significou, também, a abertura de nosso setor mercante às companhias de navegação estrangeiras, que já praticavam, há muito, a política de “bandeira de conveniência” – espécie de prima-irmã daquela imposta pelos norte-americanos à aviação comercial. De setor altamente regulamentado, produtivo, gerador de empregos confiáveis e salários dignos, a navegação mercante brasileira tornou-se um arremedo de setor produtivo que, em vez de arrecadar, passou a provocar a evasão de divisas do país. Sem contar o prejuízo causado aos demais setores que gravitavam em sua esfera – infraestrutura dos portos, construção naval, maquinária especializada, estiva, entre outros. Nos anos 1990, a aviação. Se algo devemos ao governo Collor de Mello, além da abertura de nossos portões à entrada das grifes de luxo, sem dúvida, o começo do desmonte da aviação civil brasileira é fator inquestionável. Sob a toada de que a (verdadeira) Varig, nossa companhia “de bandeira”, monopolizava o mercado, o governo Collor implantou a concorrência predatória no setor, permitindo que a Vasp voasse as mesmas rotas – e para os Estados Unidos!!! Ora, na aviação existe um protocolo internacional intitulado “acordo de reciprocidade”. Se uma companhia de determinado país voar para outro, este último tem o direito de manter o mesmo número de voos de volta, para o país do parceiro. Ao “liberar” também para a Vasp, o Brasil permitiu a vinda de gigantes norte-americanas da aviação. E iniciou, em “grande estilo”, nosso desmonte. Decerto, já naquela época, abalar a estrutura da Varig era uma clara intenção, embora qualquer motivo para tal extrapolasse os limites do bom-senso. Afinal, todos os países cônscios de sua responsabilidade social e da importância do setor aéreo para a soberania econômica mantêm uma única companhia “de bandeira” voando rotas internacionais. O setor aéreo era, de fato, o último ainda plenamente regulamentado neste país. E, ao longo dos anos 1990, foi paulatinamente desarranjado. Sob o governo FHC o neoliberalismo, então florescente, enfim frutificou. De Brasília, sucessivas canetadas desmontavam parâmetros, permitiam transgressões, cassavam fontes de arrecadação e meios indispensáveis à sobrevivência do setor – como a possibilidade de obter por preço mais em conta o combustível, o querosene utilizado pelos aviões (QAV-1), produto nobre e caro, porém subsidiado por dez entre dez governos preocupados em “pensar estrategicamente” o fortalecimento, e não o enfraquecimento, de suas economias nacionais. A (verdadeira) Varig desapareceu no primeiro semestre de 2006, afundada em dívidas, asfixiada pela indiferença de nossos governantes para com uma verdade inquestionável: de que um país só vale, no mercado econômico mundial, aquilo que arrecada, em divisas e royalties. Se os Estados Unidos, após a “invasão chinesa” e a débâcle do dólar frente ao euro, ainda são considerados uma economia forte, é porque detêm o maior número de patentes registradas no planeta. Com elas, arrecadam royalties. Com sua movimentação, divisas. A nós, resta meditar sobre uma impressão antiga – mas recorrente e, portanto, atual -, firmada por Eduardo Galeano em suas “Veias abertas da América Latina”: nascemos para sermos colonizados e explorados. O fim da (verdadeira) Varig parecia sinalizar, para as concorrentes nacionais, o fim de um “monopólio” nos céus e a possibilidade de novos mercados, lucros maiores. Ilusão: não tinham nem estrutura, nem conhecimento, nem sabedoria para herdar (ou abocanhar?) os bens e produtos da “pioneira”. Até o momento, só as concorrentes estrangeiras estão lucrando (e muito, de forma até exorbitante). Enquanto isso, o país perdeu milhares de postos de trabalho estáveis, salários dignos, impostos pagos e divisas certas. Em nome do quê? Satisfazendo aos interesses de quem? Façam suas apostas, senhores!!!

CPIs do Apagão Aéreo

Eis que, logo após o “desaparecimento” da (verdadeira) Varig, um acidente aéreo em território nacional, envolvendo outra empresa brasileira, a Gol, “detona” uma crise sem precedentes no segmento do controle do tráfego aéreo nacional. Até que ponto, porém, a tragédia de setembro de 2006 não foi apenas um reflexo de todo o desmonte que já vinha ocorrendo em nosso setor aéreo? A investigação deve ser profunda, sob pena de jogarmos para baixo do tapete do esquecimento as falcatruas e “vistas grossas” levadas a termo nos últimos anos – o câncer, enfim, que vem corroendo as entranhas da nossa aviação civil. Que a CPI do Apagão não se apequene, não se transforme apenas numa Comissão de Investigação de Acidentes Aéreos. Que se investigue com profundidade o “fatiamento” e venda da (verdadeira) Varig, num leilão envolto em tanta suspeição que motivou investigação parlamentar na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro!!! Que a CPI do Apagão discuta e reveja o conceito de “empresa nacional” e o aumento de capital estrangeiro que vem sendo proposto, no Senado, para as empresas de aviação. O setor aéreo é vital para a integração e o desenvolvimento de um país, principalmente quando possui a dimensão territorial de um Brasil. Por definição, o transporte aéreo regular é um serviço de concessão pública. Portanto, o Estado brasileiro tem o dever de proteger a aviação comercial contra a concorrência ruinosa e impatriótica, promovendo seu indispensável e imediato reordenamento, além de anular as vendas ilegais da Varig, da VarigLog e da VEM a grupos estrangeiros, assumindo os serviços concedidos ( CF, art 21- XII, “c” ). Para realizar um trabalho efetivo, condizente com seu dever de zelar pelo bem-estar e segurança do povo e respeitar os direitos do cidadão-contribuinte, o Congresso Nacional precisa, apenas, ter em mente que a corrente neoliberal, por meio do capital estrangeiro, há muito prega a desregulamentação dos setores produtivos das economias emergentes. Infelizmente, o Brasil vem fazendo este jogo. O que assistimos, hoje, é um processo que traz somente prejuízos ao país e ao povo brasileiro. Se o Congresso Nacional – única instituição investida do poder suficiente – não estancar agora esse curso, só restará às futuras gerações de brasileiros uma colocação precária, de meio expediente, em redes de fast food ou drugstores, cujas marcas são fortes patentes que geram bilhões de dólares em royalties... mas não para nós."

Política que o Brasil precisa implementar no Setor Aéreo:
- Conservar o mercado brasileiro de aviação
- Revitalizar a Indústria Nacional
- Manter e criar empregos
- Desonerar o Setor Aéreo
- Estimular uma indústria sadia e um Transporte Aéreo Seguro

- Céus brasileiros para trabalhadores brasileiros.

*Marcelo Duarte Lins / 19 mil horas de voo.
Formado pela Academia da Força Aérea - Bacharel em Ciências Aeronáuticas.
Voou na VARIG
Atualmente, como piloto expatriado, voa nas Linhas Aéreas de Angola (B737-700) como examinador e checador
Autor do livro "Caso VARIG"

(Foto: Solange Galante)
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